sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Obrigada Umbigo*

Depois de mais de um aninho de existência e de muitas palavras, pensamentos, considerações e afins debitadas, heis que a "Alegria" é premiada.

Pois é, recebe o prémio Dardos, atribuido pelo "Meu Umbigo" e que me deixa muito orgulhosa.



E a recepção deste prémio dita que:
"O Prémio Dardos reconhece o valor de cada blogger ao transmitir valores culturais, éticos, literários ou pessoais e que de alguma forma demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto naquilo que escrevem. Por outro lado, esta é também uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

"Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:
1 - Exibir a imagem; 2 - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio; 3 - Escolher quinze outros blogs aos quais entregar o Prémio Dardos."
Agradeço à Pips e Fifs este miminho, pois sabe muito bem o reconhecimento dos amigos que nos lêem. É bom perceber que conseguimos transmitir algo de positivo e enriquecedor... Obrigada pelos "Dardos" e por me lerem.

Não conseguirei eleger quinze premiados porque não sou uma Blogger tão assídua quanto gostaria mas vou nomear aqueles que espreito com maior regularidade, que me dizem algo e que posso, com sinceridade e certeza, aqui referir...



Os Troilius - http://troiliu.blogspot.com/

Eu e o Meu Umbigo - http://eueomeumbigo.blogspot.com/ (e não apenas em retribuição!)

Carlos Rangel - http://cassurdio.blogspot.com/

Orfeu Enamorado - http://orfeuenamorado.blogspot.com/

Relax Live Life - http://relaxlivelife.blogspot.com/

Existências Momentâneas - http://existenciasmomentaneas.blogspot.com/



Uma beijoca a todos e continuem a escrever, sempre mais e melhor!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

I'm so proud.... (*)

Quando criei este Blog, disse a todos e a mim mesma que só seriam aqui publicados textos da minha autoria. Porque gosto de escrever, porque a escrita me liberta e me faz bem. É um espaço meu, não partilhado... Enquanto estou a escrever, estou num mundo privado. Claro que para isso não preciso de um Blog, poderia fazê-lo apenas para mim e guardá-lo. Mas passado esse momento a sós comigo, gosto de o partilhar, gosto que me leiam e opinem. As criticas ajudam-nos a evoluir, a querer mais, a ser mais exigentes connosco.

Contudo, há uns dias recebi um texto que me deixou sem palavras, que não sendo meu, o senti como uma parte de mim... Fiquei a olhar para o ecrã, de lágrimas nos olhos e sem palavras. Não é um texto triste, nada disso. Mas fiquei tão orgulhosa que toda a emoção quis sair olhos fora, já que a boca estava muda...


"Um caracol diferente

Como todas as histórias começam, era uma vez, um caracol chamado Joca que era muito diferente dos outros caracóis.

Joca tinha várias qualidades tais como: era um grande poeta, sabia andar de skate, tocava saxofone, sabia falar cinco línguas…
Ele era considerado o mestre da Caracolândia, sim, é claro que com aquela inteligência toda ele era professor de educação física, de língua portuguesa, de música e de matemática.
O caracol tinha uma família muito grande, composta por oito membros que eram: o pai TSF, a mãe rádio Comercial, o irmão RFM e a irmã Mega FM, os avós M80 e os tios Cidade FM.
Certo dia, no intervalo dos alunos de Joca, um dos alunos tinha sido capturado pelo malvado, Imperador Gafanhoto. Estavam todos muito preocupados com o pobre caracol, então uniram-se e foram à sua procura.
Eles percorreram riachos a surfar em folhas, treparam por pedras gigantes, enfrentaram lagartas, vespas…
Quando chegaram à Gafanhotãndia, viram centenas de insectos presos em gaiolas de paus! Ai ainda ficaram mais assustados, mas não perderam a coragem. A chave das gaiolas estava com o Imperador Gafanhoto, então Joca decidiu que ele é que o iria enfrentar. Os outros caracóis combateram com os outros gafanhotos. Vocês deviam ver: eram antenas para ali, ranho para acolá…
O combate já tinha acabado, e os caracóis tinham ganho! Joca tinha vencido o Imperador Gafanhoto com o seu golpe especial de KungFu.
Mal acabou aquela confusão, Joca pegou nas chaves e foi libertar todos os insectos, e o seu aluno caracol.
A partir desse dia, tudo voltou ao normal e todos os insectos ficaram em paz."

O Ricardo é o meu sobrinho mais velho e tem apenas 9 anos. O tema não lhe foi proposto pela professora nem sequer foi um trabalho da escola. Ele escreveu-o porque lhe apeteceu escrever e é tudo fruto da sua imaginação.
Se calhar para qualquer pessoa parecerá um texto comum mas para mim é um sinal de que o meu piolho está crescido e gosta de coisas que eu gosto... Deixou-me orgulhosa e sem palavras, pela qualidade do texto, pela farta imaginação, por tudo e por mais qualquer coisa que não consigo ainda exprimir. Mas se calhar sou suspeita para fazer essas considerações...

Obrigada por me deixarem partilhar este momento convosco :) Bom Dia Alegria!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mudanças…

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… Podia começar assim, ainda que a frase pareça um pouco batida.

Mudam-se as vontades, a vida, muda-se de casa e, por vezes de amigos. Não é que os amigos se troquem uns pelos outros mas as mudanças fazem, por vezes, com que nos aproximemos de uns e nos afastemos de outros. Os amigos verdadeiros permanecem, mesmo que longe da vista.

Há pessoas que não encaram bem a mudança, custa-lhes perceber que a vida é, de facto, um organismo vivo. Parece que me estou a repetir mas não há outro modo de o dizer. Como organismo vivo que é, não pode ser estática, não pode parar no tempo. Isso apenas significaria que não estavamos a evoluir, que tinhamos estagnado e talvez estivessemos a deixar que os nossos sonhos e objectivos morressem.

Aos pais custa que os filhos saiam de casa, seja com que idade for e qualquer que seja a razão. Porque os filhos são sempre “pequeninos” mesmo que tenham 40 anos e é sempre dificíl cortar o cordão umbilical. Para os pais é muito mais dificíl porque o sentem como uma perda, enquanto o jovem que parte à descoberta o sente como uma conquista.

Ás pessoas, de um modo geral, a umas mais do que a outras, também custa enfrentar a mudança e encara-la como algo positivo. Aos solteiros custa que os amigos se casem, sentem-no como uma perda, como um corte, por vezes como uma derrota. Aos casados custa que os amigos se divorciem, porque sentem a nuvem da possibilidade a pairar sobre as suas cabeças, porque as coisas só nos parecem reais quando acontecem de perto, porque novamente haverá (no seu entender) um corte. Aos divorciados incomoda, por vezes, a felicidade de outros relacionamentos que se mostram “de pedra e cal”.

Aos patrões custa ver sair um bom colaborador, como aos colegas custa que este mude para melhor, enquanto estes permanecem no mesmo sitio. Ainda que nada tenham feito para, eles próprios, mudarem. A quem sai, custa fazê-lo com receio de fazer a escolha errada e ser criticado pelos que ficam e se indignam.

Mas afinal a mudança é boa ou má? Devemos enfrentá-la sem medos ou fugir dela como o diabo da cruz?

Afinal somos capazes de sentir uma inveja positiva ou apenas um sentimento de inveja mesquinho e pequenino que nos impede de crescer? E será que ao menos temos consciência dessa inveja que cresce dentro de nós, como uma erva daninha num jardim em flor? Normalmente não. E como o pior cego é aquele que não quer ver, continuamos assim, pela vida fora a almejar o que não é nosso mas sem nunca dar o primeiro passo para ser melhor.

A mudança, mais que boa, é necessária. É com ela que aprendemos a andar, a falar, a escrever, a ler, que crescemos e fazemos escolhas. E cada escolha é, necessariamente, uma mudança, embora nem sempre tenhamos consciência disso. É pelo sentido de mudança que está em nós enraizado, que estudamos e tiramos cursos, que nos relacionamos com os outros, que namoramos e casamos. São as mudanças, programadas ou simples rasteiras da vida, que nos ensinam e nos fazem crescer, que nos tornam melhores pessoas (ou deveriam). E as mudanças não devem ser encaradas como cortes com o passado recente, que o não são. É esse passado, mais ou menos recente que fez de nós as pessoas que hoje somos e por isso, ainda que quisessemos, não poderiamos cortar com ele. Então a mudança não passa disso mesmo… mudança. E não são as pessoas que mudam, não se esquecem nem se dividem, nem se afastam… Apenas as variáveis se alteram para que a equação se torne mais rica. Não se trocam amigos por amigos, nem amigos por namorados, nem familias por maridos, nem maridos por amigos… Nada se troca porque as pessoas não são objectos inanimados. Tudo se conjuga à medida que as mudanças ocorrem. E muitas vezes não são as pessoas alvo de mudança que se afastam do seu passado recente, é esse passado, o meio onde se inseriam, que a rejeitam a pouco e pouco, que a substituem pelo imediato, pelo tangivel, pelo quotidiano. É o meio que a faz sentir-se diferente, embora a pessoa se possa sentir igual, que a confunde e impele para outro qualquer meio.

A mudança é boa e temos apenas que aprender a ser flexiveis, tolerantes e humildes para que ela aconteça connosco e não apenas aos outros. Não temos que nos lamentar, temos que andar sempre de cabeça erguida e perceber que nem sempre o mundo está contra nós, às vezes somos nós que viramos as costas ao mundo. Que a nossa vida não é melhor nem pior, mais ou menos dificil que a de ninguém. Apenas vivemos vivemos todos em realidades diferentes e cada um vive os seus problemas na medida do sofrimento que conhece. Não existem mártires nem heróis, nem maus da fita. Temos apenas que nos adaptar ao que o presente nos vai revelando, respeitar o espaço de cada um sem os repelir, sem que esse espaço se transforme numa cratera que já não podemos transpor.

Não é fácil assistir à mudança mas também não é fácil mudar. No fundo não há realidades perfeitas mas tudo seria mais simples e risonho se todos pudessemos compreender que a vida passa depressa demais para nos darmos ao luxo de estagnar, de cobiçar, de não aproveitar os dias sem ver sempre e só, ciscos nos olhos dos outros.
A vida não é fácil mas pode ser bonita. Basta vermos o lado bom das coisas… Às vezes não parece mas ele existe em todas as situações, por piores que nos pareçam.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Vida em Câmara Lenta…

Os cantores e poetas têm a sorte de poder escrever sem que ninguém se questione se escrevem sobre si mesmos ou apenas sobre a vida de todos nós. Não têm que se justicar e retratam com frequência, aquilo que sentimos, na perfeição. Deve ser bom ter esta liberdade ou então é um peso demasiado grande para carregar… Não sei bem.

Não sendo poeta, hoje decidi escrever sobre a vida… Não escrevo sobre mim, embora em muitos momentos me tenha sentido da mesma forma, acho que todos nós em algum momento nos sentimos assim… Mas escrevo para alguém que sei que precisa de mim. De mim e de todas as pessoas que a rodeiam mas não sabem que ela precisa de um ombro ou apenas de um par de ouvidos disponiveis.

Hoje escrevo para alguém que me conhece à uma vida inteira e que agora está um pouco perdida. Eu já estive perdida, já andei sem rumo, já tive dúvidas, escolhas que não consegui fazer… Não é fácil não encontrar um caminho demarcado e ter que escolher atalhos, não é simples querer falar mas não saber o que exprimir… Às vezes parece-nos que deixamos de ser nós, como se por momentos ou dias inteiros tivessemos a capacidade de abandonar o nosso corpo e ficassemos como um espectador a vê-lo à distância. Sentimo-nos como que dormentes, as acções saem de forma automática e irrefletida, assistimos ao dia-a-dia de camarote e não conseguimos ter maior intervenção do que o cumprimento da simples rotina.

Eu diria que é isto que nos perturba, mais do que qualquer coisa. É o querer fazer algo e não saber como ou o que fazer. É querer mudar a vida e não saber que mudança fazer. É sentirmo-nos presas a um ciclo de tarefas instalado que não conseguimos romper.

São fases mas no momento em que as vivemos parecem eternas e, por isso, sentimo-nos sem saídas, sem esperança, sem motivação. Mas são fases… Mais cedo ou mais tarde encontramos novos rumos, novos projectos que nos fazem sorrir e enfrentar os dias com garra e vontade. Enquanto duram parecem-nos anos mas se ficarmos bloqueadas, a pensar em todas as incertezas da vida… Deixamos de viver. Deixamos que esse tempo passe em claro, sem nada que o marque ou o faça valer a pena. É como se estivessemos a desperdiçar minutos preciosos de um tempo limitado que temos para disfrutar de tudo e de todos os que nos rodeiam.

Com maior frequência do que gostariamos, deixamos de arranjar tempo para as coisas que seriam realmente importantes e ficamos à espera que a vida mude por si, que os dias passem depressa porque não gostamos do que estamos a sentir… Não nos lembramos que se o tempo passar sempre de forma tão rápida, vai sobrar muito menos para procurarmos o que nos faz feliz.

Há momentos dificeis, experiências pelas quais seria melhor não passar, sentimentos que não conseguimos explicar, insatisfações constantes que não podemos saciar… Mas se ficarmos parados à espera que as lágrimas sequem e não fizermos nada para modificar o que está mal, quando olharmos para trás, a vida terá passado e não teremos lembranças que nos façam sentir que valeu a pena cá andar… É por essas boas recordações que temos que nos levantar todos os dias com a esperança de que esses dias serão melhores, de que coisas positivas podem acontecer nas nossas vidas e de que sorrir todos os dias é o melhor remédio mesmo que não nos apeteça.

Quando estiveres tristonha não ouças a RFM, mete um CD remix a tocar e canta alto, dança enquanto vais a conduzir para qualquer lado… Não faças do volante o divã do consultório, não penses nas coisas menos positivas… Quando achares que isso vai acontecer, aumenta ainda mais o volume do rádio e disfruta da paisagem… Acima de tudo, pensa nas coisas boas que a vida te dá e tenta desvalorizar as outras. A vida são dois dias e os pensamentos positivos atraem mesmo coisas positivas!

Em todo o caso, eu estou sempre aqui, para tentar apagar qualquer fogo de maiores dimensões que se avizinhe.

Kiss kiss*