terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

10 coisas que não me saem da cabeça...

Resolvi agarrar o desafio lançado por "Dos Meus Saltos Altos" e, partilhar convosco, 10 coisas que não me saem da cabeça (pelo menos, de momento):

1 – Que o tempo de que dispomos não é ilimitado. Não somos imortais;


2 - Que estou feliz por ter iniciado um novo ano e nunca a expressão "ano novo, vida nova" fez mais sentido;

3 - Os cafés que tenho em "dívida" e que anseio ver acontecer;

4 – Que as pessoas de quem gostamos “partem” sempre cedo demais;

5 - Que já ia de férias outra vez, desta vez para a Europa… e quem sabe ficar por lá;

6 – Que tenho saudades de algumas pessoas que, por uma ou outra razão, foram ficando cada vez mais distantes;

7 - Que o deixa andar não nos leva a nada e temos que lutar com garra por tudo aquilo que queremos alcançar;

8 – O livro que quero escrever;

9 - Que devia frequentar sítios diferentes e conhecer pessoas novas;

10 – O meu desejo de ano novo (sim, foi só um!).

Parece que deveria passar o desafio a 10 blogues mas, tal como a Saltos, deixo que o agarrem todos os que se sentirem motivados a esta partilha! Vão gostar...

Beijocas e boa semana*

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Respeito, Civismo… Humanidade

Numa manhã de Inverno conduzo por entre as gotas de chuva. Ao chegar, uma sala repleta de gente que lê, fala e espera. Também eu procuro um lugar vago para aguardar, pacientemente, até ouvir o meu nome.

A sala, cinzenta, sem ar condicionado ligado e com lotação muito superior ao desejável, nada tem que conforte ou acalme. Passaram já três horas e quarenta minutos e nada… estou a ponto de explodir mas permaneço no meu lugar, irrequieta, expectante e a interrogar-me como terá a Humanidade chegado a este ponto? Será que nos resta ainda alguma humanidade? Qual o conceito de respeito e de espaço para o século XXI?

É normal fazer barulho em salas de espera, é normal julgar normal que as crianças gritem, exijam e quase batam nos pais, é normal que incomodem as demais pessoas, abalrroando-as, subindo cadeiras, é normal que nos façam desocupar a cadeira ao nosso lado para não se sentarem dois lugares a seguir porque, imagine-se… vão colocar as suas próprias coisas em lugar das nossas. É normal que os médicos marquem uma hora quando pretendiam dizer quatro horas depois, é normal chegar atraso sem aviso prévio, é normal ir para locais públicos sem banho tomado ou espreitar sobre o ombro do outro… E aqui sentada, ainda à espera, interrogo-me: onde é que perdemos a noção de espaço e de respeito? Em que momento da História ficámos entregues ao egoísmo alheio?

O meu pai tinha uma frase que ouvi muitas vezes na minha infância e nunca me abandonou: “A tua liberdade acaba onde começa a liberdade do outro”… Nunca esta frase fez mais sentido!

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Palavra de ordem - Renovação

Este fim de ano foi diferente… Reataram-se laços há muito perdidos e soube bem. Todas as passagens de ano, pelos menos nos últimos dez anos, têm sido diferentes para mim. Umas mais solitárias, outras mais familiares, umas de introspecção, outras de completa loucura… Todas diferentes, todas especiais, todas me ensinaram algo. Umas para repetir, outras talvez não. Sem fugir à regra (que não o sendo, acaba por marcar tradição – a diferença) esta passagem de ano foi como um regressar no tempo muitos anos atrás e ouvir as doze badaladas, com direito a foguetes do chinês e tudo, na companhia de pessoas com quem algumas vezes partilhei a minha infância mas que, a certa altura do percurso, deixei de ver.

Momentos de difíceis aconteceram nas suas vidas e eu, caçula, não tinha a maturidade para os apoiar ou sequer idade para perceber o que se estava a passar (embora me lembre do preciso momento em que aconteceu, de forma descontextualizada, fragmentada mas presente). Ao longo dos anos, também na minha vida foram acontecendo coisas menos felizes, que nos abalaram, que nos fizeram focar mais noutros pontos. Por uma ou por várias razões o tempo encarregou-se de nos afastar e agora, tantos, tantos anos mais tarde, de nos reunir.

Foi um passar de ano com gostinho especial de calor humano e esperança no futuro. Foi como um colar de passado e futuro que nos faz acreditar que tudo é possível e que, realmente, as pessoas são importantes para nós, que realmente gostamos delas e de que a vida vale a pena quando partilhada.

Neste ano vou mudar tudo aquilo que quero e sei que posso mudar. Este ano vai ser melhor e mais doce, vai ser de luta e de vitórias, de reencontros e talvez de algumas rupturas… Porque sem elas não há renovação, porque todos os dias crescemos mas não o fazemos todos ao mesmo ritmo. Às vezes é preciso aceitar isso e esperar que nos encontremos, algures, mais à frente no nosso percurso, quando voltarmos a estar ao mesmo ritmo, como aconteceu comigo neste passar de ano. Este ano vai ser melhor porque eu vou fazê-lo melhor, espero que vocês também! Sejam felizes em 2010!

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Paz, Amor e Frio :)

Espero que o vosso Natal tenha sido docinho, como o meu e que continuem a disfrutar desta época de festa, da melhor maneira.

Que o calor do vosso coração possa proteger-vos do frio que faz lá fora!

Feliz Ano Novo*

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Época de Amor ou de consumo?!

Está frio e já cheira a Natal. Já abri a época da manta e do chá e cá em casa “O Natal” chegou ontem! Acho que nunca tinha feito a Árvore de Natal tão cedo mas este ano apeteceu-me… Assim como me apetece redecorar a casa, mudar de visual, andar na rua com o vento a bater-me na cara e sentir a chuva. Para muitos é apenas uma estação que “tem que ser”, chata e triste, para mim é uma época de renovação. Imagino os lagos e os rios que vão finalmente voltar a encher-se de vida, as culturas que vão receber água e todas as outras coisas a que esta estação faz falta.

O que ainda não me apeteceu fazer foram compras! Algo estranho em mim mas a realidade é que não me apetece andar pelo centro comercial apinhado de gente que se diz sem poder de compra mas não não sai de lá. Não me apetece a hipocrisia, as aparências, o faz de conta.

Esta é cada vez mais uma época de consumo, mais do que de partilha de sentimentos e, claro, todos fazemos parte disso. Mas nunca faço do meu Natal apenas um acto consumista. Sim, dou prendas mas não apenas porque sim. Penso cuidadosamente naquilo que fará sorrir cada pessoa, independentemente do valor material do que se dá e é essa a escolha que faço… Dar o que faz sorrir e não o que é mais valioso. Porque é disso que se trata, ou não? Será que numa sociedade de consumo o dinheiro também pode comprar o Natal, o amor? Ou será que andamos apenas demasido ocupados para dar amor?

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Reset… And restart…

Um novo dia começa. Mais do que um novo dia, um novo mês, uma nova era… Gosto de chegar ao fim do romance com a mesma voracidade com que iniciei a leitura. Gosto de percorrer cada página faminta por mais história, ansiosa pela intriga seguinte, vestindo cada personagem. Assim se vira esta página de vida, com a sede de novos desafios, antecipando um recomeço… não… um começo novinho em folha.

Agora começo a escrever a minha nova história e tudo é possível…

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Memórias que a chuva levou…

Finalmente caem as primeiras chuvas e no chão as primeiras folhas. Cheira ao frio que aí vem e a mudança. Sorri ao ver que o Outono tinha chegado, para me fazer sentir que a natureza se renova, se reinventa e muda de capa, assim como nós. O calor que se tem feito sentir está fora de compasso e a água é precisa para que a vida flua e, por isso, tive saudades do Outono.

É tempo de recomeços em toda a parte e para todas as espécies e, por vezes, o melhor incentivo é a percepção de que estamos em sintonia com o Universo que se atrasa quando precisamos de mais tempo e volta à rota quando a encontramos.

As folhas caídas, como páginas viradas, antecederam os dias de chuva que inundam as ruas e a alma, como uma lufada de ar fresco. Respiro fundo na tentativa de absorver cada minuto desta nova estação. O cheiro a árvores e a terra molhada invade-me os pulmões e deixa em mim uma sensação de paz. O Outono chegou no momento certo, varrendo o passado e deixando antever o futuro que está mesmo, mesmo aí à porta.

Hoje apetece-me deixar que a chuva molhe cara, corpo e mente, levando com ela, rua abaixo, tudo o que já não importa, tudo o que ficou para trás.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

I’m back!!!!!!!

Hoje recebi mais um presente envenenado aqui na Alegria mas, como em tudo, só nos envenena aquilo que permitimos que o faça.

E então tive um “ataque” de vaidade, uma crise de “não-modéstia”, um surto de auto "apaparicação"… Estranho, eu sei que sim mas necessário, também. Tive vontade de gritar bem alto – Eu sou boa! Sou mesmo boa! Quem não vê é porque prefere consumir-se com pensamentos pequenos, destruidores e sem sentido. É porque guarda mágoas de situações que só existiram na sua imaginação e continuam a alimentar-se do seu próprio veneno. Quando fazemos juízos de valor, quando criticamos de forma depreciativa e sistemática, gratuitamente os outros, quando guardamos rancor, quando temos mágoas tão profundas e tão insignificantes que não vemos outra coisa, estamos a criar veneno dentro de nós e esse veneno acaba por nos corroer a alma, ao fim de algum tempo.

Eu sou boa, sou mesmo boa! Em todos os sentidos e sem falsa modéstia. Sou boa pessoa, tenho sentimentos puros e desinteressados, não gosto que me julguem porque não gosto de julgar, gosto de ajudar, gosto muito de sorrir e rir, rir alto, dar gargalhadas, sou bem disposta, sou divertida, sou amiga dos meus amigos, quer fale com eles todos os dias ou uma vez no ano, sou vaidosa q.b., gosto de mim, gosto do meu aspecto, gosto de gostar de mim e gosto que gostem de mim mas não forço ninguém e não faço nada para que isso aconteça, a não ser, ser eu mesma. Tenho os meus momentos e tenho o meu feitio, quem me conhece de perto sabe isso e gosta de mim mesmo assim, porque sabem que os defeitos não são nada comparado com aquilo que sou capaz de fazer pelos que amo. Gosto de me mimar para mim e não para os outros e acho que tudo aquilo que sou por dentro, como pessoa, se traduz numa imagem exterior agradável. Por isso, sou boa, sou mesmo boa.

Tenho momentos em que acho que “a vida vai torta”, como diziam os Xutos. Claro que tenho, quem não tem. Há dias falava com uma boa amiga que me disse “acho que és uma corajosa por admitires que algo não está bem e que precisas e queres mudar”. E eu sinto-me corajosa também. Há quem tome decisões em função do que os amigos pensam, do que a família gosta, do que a sociedade aceita. Eu tomo decisões pelo que me faz feliz, pelo que me realiza, pelo que eu gosto, por mim e para mim. Não sou egoísta, apenas sei que se estiver bem comigo também vou estar bem com os que me rodeiam e isso fará com que todos sejam um pouco mais felizes.

Senti “Vazio Interior”, claro que sim e por isso escrevi sobre o tema. Mas já não sinto porque eu sou capaz de recomeçar, porque eu tenho força interior e determinação, porque eu reconheço o que está mal em busca do que está bem, porque eu sou capaz de tudo, porque eu sou capaz de me levantar depois de cada queda, porque eu não me regozijo com o mal dos outros, porque eu sou boa, sou mesmo, mesmo boa… E as pessoas boas acabam sempre por se encontrar e por ser felizes!

I’m back!!!!!!!

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

OFF

É assim que tenho andado no que respeita a estas lides de Blog, escrita, divagações filosóficas e afins. Tenho andado a repensar a minha existência e a ponderar o que será realmente importante? Será que precisamos mesmo do emprego que temos, do carro melhor, da casa maior, de mais dinheiro na conta bancária? Ou será que o que precisamos mesmo é de encontrar algo que nos realize, que nos faça sentir melhor connosco, que nos permita acreditar que podemos fazer a diferença e que, não sendo possível mudar o mundo, podemos, pelo menos, mudar o nosso pequeno mundo? Será que o único bem essencial não é amar e ser feliz e tudo o resto aparece por acréscimo? Será que tudo aquilo que temos como prioridade máxima, o é realmente?

Vejamos... Passamos 8 horas (no mínimo) a trabalhar e outras 8 horas (dizem os especialistas que deveríamos) a dormir... Aqui já gastamos 16 o que significa que nos sobram apenas 8. Bem, destas 8 temos que retirar a hora de almoço (que é passada em ambiente laboral) e mais uma ou duas para trânsito, encontrar estacionamento e afins... Ficamos com 5 ou 6 horas... Que sejam as 6. Gastamos mais duas a fazer o jantar e a comê-lo... e só já sobram 4. Estas têm que dar para pôr a leitura em dia, namorar, actualizar o Blog, responder a emails pessoais, actualizar o Facebook, pôr a roupa a lavar, estende-la... Ah, para quem tem filhos, ainda tem que dar (ou devia) para passar tempo com eles. A questão é, será que conseguimos passar tempo de qualidade com os filhos, os familiares em geral, os amigos? Será que é humanamente possível, exigirmos de nós esta capacidade extrema de gestão de tempo? Será que nos sobra tempo para o amor?

Voltamos à questão inicial. A que se resume a nossa vida? Será que temos as prioridades bem definidas? Será que temos respeitado a nossa verdadeira vocação ou vendemos a alma a troco de meia dúzia de euros? É isso que tento agora descobrir, para mim, para a minha vida.

Aquilo que construímos para trás, não é nada comparado com o que podemos vir a fazer. Só é precisa a coragem de mudar e de enfrentar a dura realidade: Nem sempre fazemos as escolhas acertadas e isso não tem nada de mal. Qualquer altura é tempo de refazer escolhas e traçar novas metas... Ou metas antigas.

The Ugly Truth...

Sim, os homens são diferentes das mulheres... Pensam diferente, agem diferente, esperam e procuram coisas diferentes... Mas não somos de planetas diferentes e, frequentemente, nem sabemos bem o que queremos... Homens ou mulheres ;)


LINDO!!! Podem contar com muitas gargalhadas durante todo o filme :D

Inglourious Basterds... Faz jus ao seu realizador, não há dúvida. Sangrento, com requintes de crueldade... Enfim, sádico! Vale a pena ver mas é altamente impróprio para pessoas sensíveis a imagens chocantes. Um bom filme para ver uma vez ;)

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

O vento fala connosco, conta-nos coisas mas eu não percebo... Não falo ventês!

"Olha para nós... Achas que somos uma manada normal?" Lindo, lindo, lindo.... Sim, é um filme para crianças, e???? Eu adoro (bons) filmes de animação. Do Ice Age tenho visto todos e adoro. É daquelas sagas que não me cansa! Esta nova "modalidade" de 3D assentou-lhe muito bem, sim senhor. Os bonequitos parece que nos saltam para cima, ehehe... É a criança dentro de mim! Moral da história... Recomendo muitíssimo!
Também adorei este...
"Quanto mais me bates mais gosto de ti" ou "quem desdenha quer comprar", enfim, ocorrem-me uma série de ditados “popularuchos” muito adequados a este filme. É divertido, de qualidade, com belas paisagens e ao mesmo tempo romântico q.b. Eu gostei!
É verdade, a Alegria tem andado a pôr cinema em dia... De vez em quando tem que ser. Tirar umas horitas para não fazer nada que não seja mantermo-nos actualizados. Hoje acho que vou ver o "ABC da sedução"... Mais uma ou duas horas a rir, parece-me:)
Também tenho andado ocupada a pôr em dia a leitura (sim, porque as férias não deram para tudo). "O Jogo do Anjo" é o livro que me prende neste momento. Intrigante e difícil parar de ler, é o que posso dizer por agora. A julgar pela obra anterior de Carlos Ruiz Zafon, "A Sombra do Vento", deve ser fantástico... Quando acabar vos direi.
Beijocas e bom fim-de-semana... FINALMENTE!!!
P.S: Desejo Sol e Praia para este fds, oh yeah ;)

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Shout!

Sabem quando sentem um aperto no peito, como que uma falta de ar que não se altera por mais que respirem fundo? Por mais que pensem em descontrair? Sabem quando sentem que os acontecimentos do dia vos esmagam? Quando julgam que não vão conseguir inspirar ou expirar nem mais uma vez? Pois é... Isso é sinal de que algo não está bem, é sinal de que algo precisa de uma mudança radical e depressa.

Aquele ritual matinal, que vai do tocar do despertador até ao ligar o carro, torna-se tão penoso como uma caminhada para o desterro. Mesmo antes de colocares os pés no chão, vês passar diante dos teus olhos remelosos, as imagens daquele que será mais um dia... Igual a tantos outros. A rotina aniquila a tua energia e a tua criatividade, deixa-te sem forças, sem vontade e sem ânimo. Os dias sucedem-se, iguais e tu vais anulando a tua alegria de viver, a tua garra, o teu inconformismo nato... Acomodaste porque precisas, porque te ensinaram a jogar pelo seguro, porque os níveis de desemprego não param de aumentar... Mas um dia acordas, tão cansada que já não consegues respirar, sufocada pela rotina, pela ausência de desafios. Percebes então que estás a deitar fora anos de vida, porque não estás a fazer diferença, porque quando olhas para trás passaram já muitos anos e estagnaste, porque já não sabes o que te move. A certa altura do caminho, perdeste o rumo, saíste da rota que tinhas pensado para ti e agora nem sabes onde estás ou para onde ir... Pensas que é tempo de parar e repensar a tua vida, traçar novas metas. Seria verdade se não tivesse passado tanto tempo, é que agora já não consegues pensar, já não consegues decidir... E percebes que não podes parar porque estás já parada há demasiado tempo. É tempo de mudar!

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Back to reality...

Saudades das férias...

Foram docinhas, descontraídas, pequeninas e familiares. Foram repletas de calor humano e não só, com muitos mergulhos no mar, construções na areia e risos, passeios, gelados e guloseimas... Foram cheias de tudo o que é bom nas férias mas já acabaram.

Um dia hei-de sentir-me todos os dias como me sinto nas férias... Relaxada! Hei-de alcançar a vida perfeita, sem estar dependente do relógio e fechada numa caixa de betão, atrás de uma montanha de papel, a olhar para o computador. Um dia vou acordar todos os dias com os pezinhos na areia! Isso sim é vida ;)

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Coutdown...

A Alegria vai de férias, wweeeeeeeeeee.... Estou literalmente em contagem decrescente e ansiosa pelas minhas merecidas e tão desejadas férias!!!!
São as habituais e anuais férias de família que me sabem sempre tão bem… Praia, praia, praia e mais praia. Só espero que o tempo colabore!

Assim, desejo a todos os que me visitam umas óptimas férias (se for caso disso) e vemo-nos em Agosto!!!!

Beijocas alegres para todos e até ao meu regresso!

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

CR7

Desculpem-me os fãs e os fãs da crítica mas estou farta! Já não consigo ouvir mais disparates, comentários e dissertações, permanecendo em silêncio.

Nunca tive ídolos, nem arranquei cabelos por nenhum artista ou figura pública de qualquer tipo e não seria agora que iria começar. Não gosto nem deixo de gostar do Cristiano Ronaldo mas já ando um bocadinho cansada dos comentários a respeito deste jovem, em estilo de bom “Tuga” que só consegue ver o lado negativo de tudo e de todos, fazendo criticas nada construtivas e pondo defeitos… em tudo!

É uma verdade inquestionável que o jovem é simples, tem origens humildes e pouca formação. É também verdade que não é poliglota e não tem o melhor dos gostos para se vestir mas também não é menos verdade que tem talento.

O nosso Primeiro-ministro também não sabe falar espanhol e não andou o pais inteiro a falar disso durante dias a fio. A grande parte dos artistas da actualidade veste-se mal, com o único intuito de chamar a atenção e não andamos sempre a comentar… Mas estes são estrangeiros por isso são bons de certeza.

Temos que deixar de ter este pensamento pequenino e mal-formado de criticar constantemente o que é nosso. Este pequeno país à beira-mar plantado, de não tão brandos costumes, vai mal minha gente. Vai muito mal e se a mudança não partir de cada um de nós, não importa o Governo que tenhamos, não importa quantas vezes se mude a cor politica ou os Ministros… Não vamos longe e não vamos progredir.

Não é só a crise que nos enfraquece, não é só a má governação, não são só os salários baixos ou a falta de qualidade no ensino. É tudo. E “tudo” começa no comportamento de cada um de nós e nas atitudes que daí advêm.

Por isso, vamos deixar de criticar o que é nosso. O futebol pode ser para simplórios ou não, pode ser cultura do “povão” ou talvez não. Não importa. O futebol move multidões, leva-nos a todo o mundo, dá-nos a conhecer, a nós Portugal. Porquê que em vez de só criticarmos negativamente, não o fazemos de forma construtiva? Porquê que as fraquezas das pessoas são sempre mais importantes que as suas virtudes?

Vamos deixar de pensar pequeno e vamos deixar que cada um possa ter talento sem o invejar de forma tão mesquinha. O Ronaldo (que serve de mote a este texto mas que podia ser qualquer outro) é um jovem talentoso, promissor e trabalhador. Ele é simples, veio do concelho mais pobre da Ilha da Madeira e está a lutar pela vida com aquilo que tem ao dispor, com aquilo que sabe fazer… E faz bem! O Ronaldo está a levar Portugal ao mundo… Xutos, meus caros! Xutos foi o que se ouviu em Madrid, na apresentação do Ronaldo aos adeptos. Mas sobre isso ninguém comenta porque é muito mais divertido fazer pouco das fraquezas de cada um, gozar com o fraco nível de espanhol… Não se sintam mais fortes, maiores, pelas falhas dos outros. Dessa forma só nos mantemos na mediocridade. Usar os talentos de cada um como inspiração para ser melhor, isso sim, já me parece mais positivo!

Bem hajam e mais uma vez reforço, não se trata de defender qualquer figura pública mas antes, de defender a nação.

Mais que um monólogo, uma conversa de mulheres... e não só...

Monólogos da Vagina é uma peça que fala sobretudo de mulheres e da vida. Não é brejeira nem ordinária, é forte, muito forte. Aqui se abordam temas que nos fazem ir do riso compulsivo às lágrimas. Fala-se daquilo que nunca se fala, de intimidade, do que é ser mulher, das atrocidades cometidas para com estas, da essência da vida, de violação, castração, preconceito... Fala-se de tudo num tempo que parece curto para o muito que fica por dizer.

Recomendo vivamente!


sexta-feira, 3 de Julho de 2009

EU...

Eu gosto de escrever (ponto). Gosto de escrever sobre mim, sobre o mundo, a vida e as pessoas. Gosto de dissertar sobre o que é, como foi e o que poderá vir a ser. Gosto de andar pela Terra do Nunca, a fantasiar sobre a vida perfeita, sabendo, na minha qualidade de adulta, que nunca se alcança a perfeição mas que podemos aspirar chegar perto. Gosto de andar por aí qual Sininho, a espalhar pozinhos de sonho e fantasia, de alegria e magia. Mas por vezes também me apetece escrever sobre os momentos menos bons, porque é humano ter momentos menos felizes, porque a vida nos confronta e afronta constantemente. Nos testa, nos põe à prova. Porque eu sou tão humana como todos vós, ainda que aqui seja apenas palavras sem nome.

Por isso gostaria de dedicar uma palavra aos que me seguem, aos que me lêem, aos amigos que conhecem a pessoa por trás das palavras… Eu estou bem. Se por vezes a escrita me sai mais cinzenta e menos rosa, se por vezes o coração aperta ou uma lágrima foge… Não é mau. É sinal que estou viva, que respiro cada dia, que o vivo intensamente e não me impeço de sentir. E não são apenas palavras as conclusões desses textos menos felizes, não é conformismo querer ver um lado bom em tudo. É antes optimismo. Porque há realmente factores exteriores à nossa vontade de sorrir, que não podemos alterar, que não está nas nossas mãos mudar. Não podemos impedir que alguém ou nós próprios fiquemos doentes. Podemos zelar para que isso não aconteça mas se acontecer, o que fazer? Não podemos obrigar aquele rapaz a gostar da nossa melhor amiga. Se ele não gostar, o que fazer? E não podemos impedir a morte porque é parte da vida como a conhecemos. É mais uma etapa para a qual ainda não conseguimos estar preparados. Apesar de sermos seres tão evoluídos, ainda não conseguimos compreende-la, aceitá-la como uma passagem para outro estágio qualquer que desconhecemos… Talvez por isso seja tão mais difícil aceitar. Mas se ela nos bate à porta, o que fazer?

Não são os momentos tristes que nos fazem menos alegres, que nos toldam a vontade de sorrir, de aproveitar os dias, de sonhar. Não são estes momentos que nos fazem piores pessoas. Chorar não é fraqueza, sofrer não é pobreza de espírito. É ser humano, é sentir, é viver. Não é o que nos acontece que importa mas sim o que fazemos com isso, como lidamos com as situações, o que aprendemos com a dor. E isto é inteiramente o que penso: Tudo na vida nos ajuda a crescer e a ser melhores, se soubermos sofrer no momento certo para depois continuar a viagem.

Eu não ando triste nem tive nenhum desgosto amoroso, como por vezes é tão mais fácil pensar-se. Quando falo aqui de dor, falo de coisas tão mais profundas, de perdas tão mais definitivas. Falo de morte, de saudades, de família, de distância, de palavras caladas que fariam tão melhor se ouvidas. Falo de perdas que superamos mas que nunca nos deixam porque são pessoas grandes demais na nossa vida, porque são as nossas raízes. Mas não deixo de viver ou de sorrir. Não deixo de ser optimista e nunca conformista! Apenas considero que devemos aceitar o que não pode ser mudado por acção humana e dedicar esforços a tudo o resto e, sobretudo, a aproveitar os nossos dias e a tentar tornar melhores, os dias de quem continua ao nosso lado, de quem nos dá a mão quando tropeçamos, de quem nos ouve quando queremos falar ou fica ao nosso lado, em silêncio, quando é disso que precisamos. A todos esses, obrigada.

A perda do meu pai fez-me perceber que não somos imortais, que não dispomos de todo o tempo. Que hoje é o momento para fazer e dizer tudo o que sentimos porque depois pode nunca chegar a existir. Fez-me abrir mais o coração e soltar mais palavras de carinho. Não, não sou ingénua. Sempre soube que ninguém dura para sempre. Já perdi amigos e conhecidos, já ficaram coisas por dizer nessas alturas mas, desenganem-se os que julgam que é da mesma dor que falamos ou que os silêncios terão o mesmo peso. E por isso, neste cantinho de sonhos e desabafos, quero dizer à minha família pequenina e aos meus amigos verdadeiros, que os amo e que estou grata por eles fazerem parte da minha vida.

Sejam felizes… Só hoje importa.

Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 26 de Junho de 2009

MJ*

Hoje dizemos Adeus a um ícone da música pop, da nossa juventude, alguém de quem nos lembramos desde sempre. Polémico, controverso, talvez só e incompreendido... Ainda assim uma estrela que sempre fará parte do nosso imaginário * Michael Jackson, parte aos 50 anos, quando se preparava para uma nova etapa. Para sempre ficam os movimentos, impressionantes e a sensibilização para os problemas do Mundo.


quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Vazio interior…

Há dias em que sentimos o peito cheio de ar. Não de oxigénio mas de ar, apenas… Um vazio sem explicação com que acordamos e nos arrastamos pelo dia. Sou uma pessoa optimista por natureza e não cedo facilmente aos caprichos da minha alma… Ela sim, por vezes perde-se em devaneios… Eu não. Eu olho a vida de frente, acordo todos os dias com a cereza de que este será um melhor dia, mais feliz… Ainda assim, coisas menos boas acontecem a pessoas de coração aberto, coisas que eu guardo como lições de vida, na minha biblioteca interior. Aprendo sempre, com tudo aquilo porque passo e acho que é assim deve ser mas, também erro, também me engano e também me arrependo. Sempre tive o lema “se me arrepender que seja daquilo que fiz e não o contrário” e tento guiar-me por ele. A única coisa que me lembro de não ter feito é aquela que agora, de tempos a tempos, volta para me assombrar e que já não posso emendar. Não é fácil perdoar-mo-nos, para mim é bem mais fácil perdoar os outros… ainda que nem sempre lhes diga que o fiz.

Há erros que não podemos corrigir… Que isso nos sirva, também, de lição. Todos os dias estamos sujeitos a falhar com as outras pessoas, como elas para connosco. Como podemos esperar o perdão senão conseguimos nós mesmo perdoar?

A minha luta agora é outra… Perdoar-me a mim, por algo que devia ter feito há muito, muito tempo e não fiz… E nunca vou fazer a não ser assim, em palavras soltas, sem rumo nem dono… Perdoar-me porque talvez não pudesse ter sido de outra forma e dar paz à minha pobre alma que anda inquieta.

A saudade sempre volta à nossa porta… Hoje tenho uma saudade maior do que eu.

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Para hoje apenas um pensamento...


A vida é uma passagem demasiado curta para perdermos tempo com sentimentos mesquinhos, discussões infrutiferas ou demais comportamentos pequenos e vazios.

Palavra de ordem: Viver!

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Aventura #1

Que bem que sabe mudar de ares, partir à aventura sem destino marcado, sem rumo e sem horas. Sem obrigações nem demais complicações. Munirmo-nos de mapa, gps e boa disposição, pegarmos no carro e partir à descoberta deste nosso paraíso português, na companhia perfeita.
Foram cinco dias de aventura que deram para muita risota e brincadeira, para ver muito e decobrir mais, para desanuviar e repôr energias. Soube tão, tão bem…

Deste passeio ficam as boas memórias, claro mas, também, a tristeza de comprovar que o nosso país é mesmo de brandos (demasiado brandos) costumes. Temos um clima óptimo, temos História, temos património que merece ser visto, que devia fazer parte do roteiro de todos os portugueses e que, sem dúvida, muitas turistas gostariam de visitar… Contudo, temos tudo fechado! Todos os monumentos merecedores de uma visita funcionam em horário de repartição pública ou não funcionam de todo. Para não falar daquilo que deveria ser melhor conservado… É pena mas ainda assim vale a pena o passeio, oh se vale!!!

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Viver o presente…

Às vezes é preciso parar e pensar. Olhar para dentro, fazer um balanço do que já passou e do que está por vir… ou não, não importa. Mas é preciso esperar por dias melhores, pela concretização de sonhos e pelo idealizar de novos projectos. É preciso pôr tudo na balança, corrigir o que está menos bem e apostar em tudo o resto. É preciso não ter medo de sonhar, de planear, de arriscar, de avançar. É preciso viver e os medos nem sempre nos deixam ser livres.

Descobri que todos temos algum tipo de medo, em algum momento todos nós hesitamos, deixando de fazer qualquer coisa pelo simples medo de perder. Descobri que é normal ter medo, é sinal de maturidade, de crescimento, é sinal que retiramos algo de todas as experiências passadas. Mas não podemos deixar que o medo comande a nossa vida, temos que enfrentá-lo e superá-lo… Seja ele qual for.

Descobri que frequentemente, grandes perdas provocam grandes feridas na nossa alma e que grandes desilusões são travão para o futuro. Mas das experiências menos positivas por que passamos, devemos retirar a lição necessária, sofrer apenas o que é preciso sofrer e seguir em frente.

Somos feitos de passado e de presente mas apenas podemos viver no presente.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

...Can't get enough... 6 de Junho...

Volto à carga nos convites "passando do virtual ao real"...
Caros amigos blogueiros, companheiros de escrita e de conversa virtual... Este sábado a vossa amiga vai continuar a espalhar Alegria, ao vivo e a cores, numa festa de Praia, às 23h, com muita animação, boa música, descontração e havaiana no pé (para os adeptos da mesma, claro)...
Desta vez e inspirados no recente evento "Here&Now" a nossa festa terá como banda sonora os 80s.

Mais uma vez lanço o repto para ultrapassarmos a barreira virtual, sugerindo que aceitem o meu convite para comparecer neste grande acontecimento. Que me dizem?

Aguardo as vossas respostas...

Beijocas*




segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Hoje é o dia delas e... de todos nós :)

Porque as crianças são, de facto, o melhor do mundo, por mais cliché que isto possa soar. Porque existe em cada um de nós uma criança, que nunca devemos deixar morrer... Porque é saudável mantermos uma boa relação com essa criança interior, sempre com a responsabilidade acrescida, que os anos nos vão conferindo mas sem a reprimir em demasia... Para todos os que têm crianças em casa, para todos os que querem ter e para todos os outros... Um feliz Dia da Criança!!!

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Sunshiny day…

Finalmente foram-se as nuvens e ficou o Sol, radioso, quente e tão brilhante que nos fere a vista.

Já várias vezes pensei, qual Marco, cruzar o mar para outro país, mudar de vida, de trabalho, de cidade… A bem dizer, mudar de tudo, excepto de mim e da minha cara metade que lá teria que me acompanhar. Mas a verdade é que ia sentir muita falta dos meus pequenos príncipes, de algumas pessoas que fazem parte da minha vida e deste Sol.

Estão vocês a pensar “Enlouqueceu, o Sol é o mesmo em todo o mundo, só há um”. E é verdade mas, nenhum outro pontinho do Globo tem a luminosidade deste nosso. Não é por acaso que os criadores de moda lançam aquelas cores fantásticas, como amarelo limão e outras do género e poucas pessoas têm coragem de as usar em terra lusa. Devo dizer que eu, parecendo ou não um flash, até do amarelinho dos tecidos gosto.

É verdade, hoje estou assim, vestida de Sol e desejo que o mundo inteiro também esteja… Sejam felizes e tenham um óptimo fim-de-semana!


quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Breathe…

Preciso de ar e não consigo respirar… Preciso de ar, não nos pulmões mas na minha vida, nos meus dias. Preciso encontrar aquela janela que se abre, quando a porta se fecha mesmo atrás de nós. E não, a vida não me corre mal mas há momentos de mudança e há momentos em que queremos, precisamos mudar algo… E eu preciso da mudança como do ar para respirar.

Pode ser defeito ou feitio mas detesto sentir-me estagnada, não suporto que os dias se sucedam uns após outros sem que nada os distinga. E não, não basta que a vida pessoal nos corra bem, não basta que os sonhos se vão concretizando, queremos sempre mais… Talvez seja um defeito mas é humano. Queremos sempre mais e melhor, em tudo, a todo o momento… Não quer dizer que precisemos de muito para estar bem, às vezes basta mudar qualquer coisa, tão pequena como um bago de arroz.

Hoje preciso de uma lufada de ar fresco, só tenho que encontrar a janela… Ela está algures por aí, escancarada, à espera que eu a veja…

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

As coisas vulgares que há na vida não deixam saudade, só as lembranças que doem ou fazem sorrir...

Hoje deixo apenas este video... Ouvi-o pela primeira vez e adorei... Adorei a música e sobretudo a letra... Diz tanto... Aqui vos deixo para alimento da alma, com os votos de um bom fim-de-semana!


quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Thoughts

A amizade revela-se das mais diversas formas, em todas as linguagens, sexos e cores… Não enfraquece pela distância que separa as pessoas nem deixa espaço para rancores. A amizade é, talvez, a mais duradoura forma de amar. Não há lugar ao ciúme ou à inveja mesquinha e não se abala com pontos de vista discordantes… Existem amigos tão diferentes que se completam e amigos tão iguais que se compreendem, apoiam e quase se podem ler uns nos outros… A amizade, quando verdadeira, é a maior riqueza que podemos ter porque se tivermos amigos, podemos estar sozinhos, em algum momento mas nunca estamos sós!

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

A experiência diminui o preconceito...

Com a maturidade vem um maior apego às coisas de que gostamos,sabemos separar o que realmente é importante para nós e deixamosde ter medo de o expressar!

Com a maturidade vem um maior apego às coisas de que gostamos,sabemos separar o que realmente é importante para nós e deixamosde ter medo de o expressar!É bom quando conseguimos expressar o que nos vai no coração,sem estar a equacionar cada palavra! Sentimo-nos mais leves, mais felizes,mais livres...

Um dia, quando partir, não quero levar comigo a sensação de que ficaram coisas por dizer... Nem quero deixá-la por cá... Há coisas que não devem ser ditas porquenão acrescentam nada mas há outras que, ficando caladas, nos podem tirar muito.

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

...Can't get enough... 16 de Maio...

E para hoje algo totalmente diferente...

Caros amigos blogueiros, companheiros de escrita e de conversa virtual... Este sábado a vossa amiga vai espalhar Alegria, ao vivo e a cores, numa festa de Praia, às 23h, com muita animação, boa música, descontração e havaiana no pé (para os adeptos da mesma, claro)...
Que me dizem de ultrapassarmos a barreira virtual e aceitarem o meu convite para comparecer neste grande acontecimento?

Aguardo as vossas respostas...

Beijocas*

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Sonhei contigo avó…

Sonhei contigo avó… Espero que possas dar o meu recado. Sei que talvez não seja fácil chegares até ele mas sei que vais tentar. Tu disseste que davas! Soube bem aquele abraço, ainda que apenas em sonho e aqueles cinco minutos em que olhei para ti e te abracei, parecem ter durado uma eternidade.

Nem sempre tivemos uma boa relação, duas personalidades fortes nem sempre se entendem. Muitas vezes discutimos, tantas outras não te compreendi e tu não aceitavas outros pontos de vista. Contudo, esta manhã voltei a ver em ti a avózinha da minha infância, que há muito tinha perdido… Muito antes da tua partida. Soube bem e deste-me a oportunidade de mandar um recado… Obrigada. No fundo também sinto a tua falta. Sinto falta de todos. Acho que deve ser mesmo assim quando não vemos as pessoas por muito tempo, quando sabemos que não as vamos ver mais.

Hoje não tive medo e corri para te abraçar e falar, antes que o sonho acabasse. E eu soube que acabaria se não agisse depressa, talvez porque já antes havia tido medo… E não julgo que acabasse como forma de me castigar mas antes de me proteger. É isso que os pais e os avós fazem, protegem-nos… Acordei calma e não sobressaltada. Apenas abri os olhos e fiquei a pensar naquele momento que tinha acabado de viver, ainda que em sonhos. Hoje sinto-me serena… Obrigada avó.

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Aniversariantes distantes mas tão presentes…

Há datas que nunca esquecemos, que por vezes damos maior ou menor importância, celebramos ou não, fingimos não nos lembrar e até acreditamos que conseguimos mas, no fim do dia, temos a certeza que não passam em branco.

O dia 4 de Maio foi uma data muitas vezes apagada por mim da minha agenda e do meu calendário mental. Achei que não tinha que lembrar, que não tinha obrigações e que era mais um dia igual aos outros. Nunca foi um comportamento forçado, estava antes interiorizado de tal forma que acreditei mesmo nas palavras que o meu subconsciente me dizia.

Ontem chegou mais um dia 4 de Maio e seria o sexagésimo… Desta vez lembrei-me e o meu subconsciente não teve qualquer hipótese sobre esta recordação escondida. Lembrei-me e quis telefonar, felicitar, abraçar… Mas não havia ninguém do outro lado. Apenas um grande vazio e um número sem dono. É curioso como tudo passa depressa demais, como as coisas mudam, como mudam as nossas prioridades, os nossos sentimentos e a forma como encaramos a vida e tudo o que nela acontece. É curioso e ao mesmo tempo uma grande frustração perceber que, com demasiada frequência, temos mesmo que perder antes de conseguir valorizar.

Ainda assim, um abraço muito apertado e um beijo de parabéns!