segunda-feira, 23 de março de 2009

Os campos estão felizes e tão cheios de cor… É impossível não sorrir!

Chegou aquela altura do ano em que apetece andar de carro pelas estradas que atravessam o nosso país, apetece andar a pé no meio das flores, apetece pisar a areia da praia e sentir na cara os primeiros raios de sol. Apetece olhar em redor e apreciar a luminosidade espantosa que este cantinho, à beira-mar plantado, emana. Uma luz diferente de qualquer outro país, tão clara que pode facilmente ferir-nos a visão mas que de tão bela nos faz sorrir.

Chegou aquela altura em que não nos apetece estar em casa, apetece-nos aproveitar o calor que já se faz sentir, o cheiro a flores que paira em toda a parte, aproveitar cada minuto que passa, na esperança de que esta luz se reflita na nossa vida, nos nossos desejos, nos nossos objectivos, em tudo aquilo que fazemos, em tudo o que vemos… Apetece-nos viver e sorrir!

Não fosse o espirro e seria a estação perfeita… À parte a minha predilecção pela seguinte! ;)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Getting back on my feet...

O mês mais curto e (para mim) mais longo do ano terminou. Se é certo que as memórias não se apagam, não é menos verdade que os dias continuam a nascer e a passar, depressa demais. Com o fim deste período de introspecção, chegam as resoluções. Sim, eu não sou muito de resoluções de ano novo mas antes de recomeços a cada obstáculo.

Felizmente não sei estar triste, mesmo quando estou e por isso sorrio todos os dias com a força e a vontade de vencer. As pausas têm o dom de nos fazer pensar. Percebemos nestas alturas que, afinal, não temos todo o tempo do mundo para realizar os nossos sonhos e que, por isso, o melhor é começar… Ontem! Que não podemos viver de suposições, de passados e futuros, que apenas podemos mudar o presente e, assim, o melhor é começar já e não deixar nada por fazer, por dizer.

A tristeza vai ficando esbatida, guardada no mais profundo do meu coração e a alegria vai lutando, a cada dia, por voltar à escrita, à azafama, à vida… Cada dia constitui o momento ideial para mudar aquilo de que não gostamos. Determo-nos a pensar nos inconvenientes da mudança, nas susceptibilidades que podemos ferir, naquilo que pode correr menos bem, só nos vai impedir de progredir, de concretizar, de nos sentirmos realizados. Em última instância fará com que um dia acordemos sem objctivos, falhados e já sem forças para lutar. E qualquer momento é bom para mudar de vida, para quebrar com a rotina, se realmente for isso que queremos, se realmente for isso que nos vai fazer felizes. O momento certo para qualquer coisa não existe, somos nós que o criamos, que o sentimos… E porque não hoje!?

Resto de boa semana e obrigado a todos os que me disseram “volta”, “temos saudades”, “escreve”… Às vezes temos mesmo que parar, que não nos forçar a fazer nada, se nada é o que nos apraz fazer… Aos poucos a Alegria vai voltando a si e a escrita fluirá, naturalmente, com ela. Bem hajam :)

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Sonho de Mariana (*)

"Era uma vez uma menina chamada Mariana, que teve um sonho.

Tudo começa numa terra chamada Bué, Bué Longe.

Aquela terra era muito bela: tinha casas feitas em palha, lagos cheios de patos, fontes, estátuas e ainda um enorme castelo.

No castelo vivia uma princesa chamada Mariana e a sua mãe que era a rainha Cartucha. O pai já tinha morrido.

Um dia a rainha Cartucha lembrou-se de fazer um baile em homenagem à filha que seria rainha, daí a poucos anos. O baile seria dia 42 de Fevereiro.

Os dias passaram-se e os preparativos estavam feitos. Os nobres, já tinham os fatos escolhidos e os músicos as canções decoradas. Faltava um dia para o baile.

Muito longe de Bué, Bué Longe havia um castelo enorme e lá vivia Vrápromoló, o vampiro e Casper, o fantasma.

Eles viam tudo o que se passava através de uma bola de cristal e com isso combinaram o seguinte plano:

- Durante o baile vamos raptar a princesa. – Disse Vrápromoló.
- Posso ser eu a raptá-la; ninguém me vê!
- Boa ideia!

Então Casper pôs em prática o seu plano, e no dia seguinte chegou a Bué, Bué Longe.

Quando chegou a hora do baile, Casper já estava no castelo e quando a princesa atravessava o corredor … puf! Casper apanhou-a e levou-a para o seu castelo. Quando lá chegou com a princesa, surpreendeu o Vrápromoló.

- Bravo!
- Fascinante!
- Obrigado Casper. Com a princesa aqui vamos transformá-la em sereia e metê-la no nosso lago.

Passou um dia e dois até que o mágico Ali Bá Bá soube do que se passava. Contou ao príncipe o que tinha acontecido e então ele chamou o dragão Dino e o mágico partiu para o castelo dos maus.

Depressa lá chegou e, quando os maus os viram fugiram cheios de medo. O mágico apressou-se a transformar a sereia em humana e a metê-la em cima do dragão. O príncipe saiu do castelo e também subiu para o dragão. Quando todos estavam a postos partiram. No dia seguinte já estavam em Bué, Bué Longe.

O povo saudou-os quando chegaram. A princesa e o príncipe viveram felizes para sempre.

- Mamã! Mamã! Tive um sonho muito bonito …"
Mais um texto do meu Piolho lindo... O único autor, além de mim, que tem lugar neste Blog ;) Porque será?!!! :)