sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Eu e o novo acordo ortográfico...

A contra gosto e sob protesto estou, lenta e finalmente, a tentar começar a escrever com o novo acordo ortográfico. Mas será só de mim ("dinossaura", por certo) ou isto provoca uma certa urticária!? Grrrr!

Bom dia alegria!

Que o tempo cinzento não vos deite abaixo o moral... Afinal toda a gente gosta de sentir umas gotas de chuva no rosto de vez em quando, certo? ;)

É sexta feira... Tenham um ótimo fim de semana!

Xoxo*

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Good morning sunshine!

I hope the grey day won't put your spirit down... After all, who doesn't love to feel the rain on the face, once in a while?

By the way, it's Friday... Have a fabulous weekend!

Xoxo*

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Falling Seasons


O outono traz-me sempre uma sensação reconfortante de recomeço. A natureza despe-se de preconceitos, o sol não deixa de brilhar ainda que a chuva teime em cair e a ansiedade constante ameniza-se ao sabor do termómetro. A mudança das estações tem este efeito em mim, de um não sei quê de paz, de entusiasmo e de quietude. Um misto de emoções que me força a refletir, a olhar para dentro, a parar por um momento. Sinto que é bom parar, gosto de olhar para mim, de observar o meu comportamento, de rever a cassete e apontar o melhor e o pior de cada momento em revista. Faz-me crescer, faz-me aprender-me, faz-me querer ser mais, faz-me ser melhor. Mas os dias passam tão a correr, andamos sempre num desatino tão constante que tantas são as vezes em que simplesmente nos esquecemos de nós e como isso, do nosso pequeno mundo. Esquecemo-nos de que não somos passivos no desenrolar do nosso destino e que este tem, na realidade, muito menos de destino e muito mais de nós do que julgamos. Podem ser frases feitas de psicologia moderna ou de outra coisa qualquer mas eu acredito mesmo que podemos ser tudo o que quisermos, ter tudo o que quisermos se ao menos conseguirmos visualizar com clareza o que desejamos, se ao menos nos acreditarmos merecedores do que ambicionamos, se não tivermos medo de pedir o mundo. O medo é tantas vezes o nosso maior castrador. Temos medo de falhar, temos medo de ser bem sucedidos, temos medo de ir e medo de ficar, temos medo da morte e tão frequentemente, medo de viver. Passamos a maior parte da nossa vida a correr para algum lugar e muitas vezes nem sabemos ao certo porquê que corremos. Não estamos sempre com pressa, estamos sempre em piloto automático e, por isso, vivemos muito pouco. Quando nos damos conta passaram-se vinte ou trinta anos de correrias e não temos histórias para contar, ficaram-se os desejos por isso mesmo e resta-nos apenas a mesma mão cheia de sonhos que antes ambicionávamos e nos quais perdemos a fé. São tantas as pessoas que nos desiludem, que nos magoam e são tantas as mágoas que acabamos por carregar connosco todos os dias, anos a fio. E para quê? Ao menos as pessoas sabem que foi esse o efeito das suas acções? Quando perdoamos alguém, quando finalmente conseguimos perdoar a alguém, um enorme peso sai-nos de cima e finalmente podemos respirar fundo. Quando perdoamos alguém a nossa alma fica livre, fica leve. Mas isso não o bastante para estarmos de bem com a vida. Temos que aprender cedo a perdoarmo-nos, a aceitar que somos humanos e que erramos e temos que encontrar a melhor forma de nos perdoarmos e seguir em frente.
Para mim, uma nova estação tem esta capacidade inata de me fazer olhar para dentro, olhar para trás e pensar adiante, seguir, viver.
Another great evening spend "with" Revenge and a really "nhami" dinner, if I may say it ;)

I love you baby, you're always the perfect company!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Flores: “Earth laughs in flowers”… e o amor no bouquet da noiva!

Novo texto na Zankyou Magazine...
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Um casamento é feito de pormenores, pelo menos para mim é assim. Acredito que tudo tem um peso (ou a ausência deste) no que toca ao planeamento de um dia perfeito e o bouquet da noiva é um desses pequenos grandes pormenores.
Fotos: Alexandra Roberts
Quando escolhemos o nosso bouquet é sempre mais simples optarmos por flores da época, pois sendo mais fáceis de encontrar também serão certamente mais económicas e logo aqui temos mais dois assuntos resolvidos!
Foto: Alexandra Roberts
Pensamos geralmente em branco ou se essa não for a nossa cor de eleição, tendemos a pensar na cor que decidimos para o casamento.
Apesar destes serem todos factores de escolha que devemos considerar, creio que o mais importante é atribuir ao bouquet um significado, é importante que as flores que vão ser o nosso acessório tenham um valor sentimental para nós. Ou porque são as nossas predilectas, ou porque foram as primeiras flores que o vosso futuro marido vos ofereceu quando namoravam e, acima de tudo que tenham personalidade, a vossa personalidade.
Fotos: Allie Lindsey Photography (esq.) e Raquel Correia Macias (dir)
Eu, por exemplo, optei por um ramo de jarros brancos e orquídeas bordeaux que debouquet tinha muito pouco. Era grande, pouco ornamentado, atado com corda branca. Não serviria para atirar no final da boda, já que ainda aleijava alguém, além de que era demasiado bonito para o fazer voar pelo salão. Mas não me importei.
Mandei fazer um bouquet mais pequeno para cumprir a tradição e deixar as solteiras contentes (ou não!) e ostentei, orgulhosa, o meu bouquet que traduzia tudo aquilo que eu queria e tinha tanto significado. Era diferente, pouco convencional e as orquídeas eram as flores que o meu então namorado me costumava mandar entregar no trabalho e com que tantas vezes me surpreendia e alegrava o dia mais cinzento.
Foto: Alexandra Roberts
Fotos: Alexandra Roberts
Um casamento é isso mesmo, é sentimento, é significado, é magia feita realidade e isso vê-se nos detalhes, vê-se no sorriso dos noivos.
Divirtam-se a planear porque o casamento é alegria.
(“Earth laughs in flowers” é uma citação de Ralph Waldo Emerson)
Até breve,
Raquel.

Guest bloggerRaquel Correia Macias
Escritora e Stylist. Autora dos blogues RCM, Stylist e Bom Dia Alegria. Siga-a também no facebook e no twitter.



Veja o artigo publicado aqui.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Não gosto e não falo de politica mas, a sério? “O que é demais cheira mal”, não há dúvida!


Não gosto de politica, não me interesso e não falo sobre ela. Creio que o meu desinteresse se deve essencialmente à falta de qualidade da política em Portugal e não, não me refiro ao Governo – ao actual ou a qualquer dos passados governantes – refiro-me num sentido lato e global. E a falta de qualidade não está só no Governo per se, está em todos nós que fazemos parte da nação. Não temos melhores políticos porque lhes pagamos mal (sim, já sei que agora toda a gente me vai cair em cima a dizer que eles são todos uns gatunos e blá, blá, blá), porque a oposição a única coisa que faz bem (not!) é dizer mal e deitar a baixo – seja qual a for a cor politica – e porque ninguém é responsabilizado por coisa nenhuma, mesmo nós, votantes. Se não vejamos, tudo começa com o nosso voto, afinal nenhum governo nasce de geração espontânea. Mas temos políticos que fogem para o Brasil para escaparem a acusações de fraude e desvios de verbas e quando regressam ao nosso belo pais à beira mar plantado o quê que fazemos? Voltamos a votar nesses políticos para gerir a nossa santa terrinha. Não vos parece bem? São os políticos que são maus? Não me parece. Depois temos os salários e qualquer bom economista ou gestor ganha mais no sector privado. Quem é bom mesmo muito bom não quer ser ministro nem mandar no país. E temos a oposição que para mim é o que me afasta ainda mais das notícias politicas, que é… Bem, não há outra forma de colocar as coisas… Uma real porcaria! A única coisa que sabem é dizer mal e isso está patente agora que lutamos para sobreviver a esta crise que não é nacional, desenganem-se, é mundial e nós, portugueses, não somos propriamente privilegiados ou particularmente “abonados” para escapar ilesos. E no entanto só se ouvem vozes de destabilização e revolta mas ninguém apresenta um caminho alternativo. Sim, é verdade, “a conta” que vamos pagar é pesada, ninguém gosta mas há outro caminho? Se sim, qual? Força! Apresentem medidas alternativas, apresentem projectos, apresentem soluções. Sinceramente estou cansada e até um pouco triste com o meu país, estou cansada de viver numa pseudo comunidade que só sabe apontar o que está mal. O Sócrates também estava mal enquanto lá esteve e agora que se mudou a cor politica já é o Passos que não presta para nada e “o rosa” insurge-se contra o actual governo como se falasse de que pedestal moral? E nós, o povo que os elege, somos coniventes com todo este teatro político que não nos leva a lado algum. E só me apraz pensar que somos um país de “faz de conta”. Queríamos que o governo pedisse mais tempo à Troika para pormos a “nossa casa” em ordem e eles assim fizeram e conseguiram. E agora julgavam o quê? Que esse prolongamento vinha sem custos? Mas quando vão ao Banco pedir mais tempo eles dão? E se eventualmente derem, não vos aumentam os juros? Quanto é que vamos perceber que gerir um país não é assim tão diferente de gerir uma empresa ou um lar? Apenas é muito mais difícil! Aliás, se fosse fácil se calhar todos queriam. E depois fazem manifestações à porta da casa de férias do Primeiro-ministro e divulgam fotos deste e da mulher num evento qualquer depois do anúncio de mais austeridade. E então? Acham bem? Acham bem perturbar a paz da família do Passos Coelho? Eles não nos governam. E ele não pode sair com a mulher? Não pode ter vida familiar, não pode gastar o seu salário como entende? Vejo muita gente no Shopping todos os dias. Será que também não deviam lá estar? Quem diz aqui, diz nas discotecas, no cinema, no restaurante. Os políticos são pessoas como nós, não são entidades divinas que estão acima de qualquer coisa. A diferença é que eles quiseram expor-se e tentar, de alguma forma, colocar “mãos à obra” e nós optámos por assistir – eu incluída. O nosso maior problema é a preocupação com as aparências, é por isso somos um país melancólico e alcoviteiro (mais uma vez, venham as pedras!), achamos inconcebível ver o Primeiro-ministro a rir num evento qualquer depois de nos dar más noticias, como achamos que devemos todos dizer mal da vida e da economia, mesmo que ainda não tenhamos sentido muito a crise. Temos que ser solidários na tristeza em vez de ajudarmos e animarmos quem precisa. A alegria, no nosso país, ainda é vista com inveja e desdém porque a revolução pode ter sido em 74 mas ainda estamos muito longe de nos libertar dos grilhões da ditadura.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11/09/2001


ground zeroFaz hoje 11 anos que o mundo parou em frente à televisão, incrédulo. Faz hoje 11 anos que o mundo ficou mais triste, pior, mais "sem chão". Faz hoje 11 anos mas parece que foi ontem. Eu sei e, certamente saberão todos, exactamente o que estava a fazer e onde me encontrava quando comecei a ouvir e a ver as imagens. Fiquei sem fala e senti-me pequenina perante tal atrocidade, não queria acreditar no que os meus olhos viam. Penso que ninguém queria. Não imagino o que terá sido para as pessoas que viveram aqueles momentos, ninguém imagina. Faz hoje 11 anos que o mundo mudou para sempre mas parece que foi ontem!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

The world has grown suspicious of anything that looks like a happily married life.

(Oscar Wilde)


And why is that?

Revenge (TV Series) - Promo Trailer



Estou "viciada" (num bom sentido, claro) nesta nova série da Fox. É diferente do que se tem visto nos últimos tempos e estou sempre empolgada para ver o episódio que se segue. E é já amanhã que posso ver o próximo passo na Revenge da pequena Amanda Clarke, ou deverei dizer Emily Thorne!?... intriguing ;)