terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Eu...
Gosto de Sol e de mar, mesmo que não seja altura de praia. Gosto do barulho das ondas a bater contra as rochas ou a desfazerem-se na areia. Gosto de ver o sol a pôr-se no mar. Amo a minha família, não vivia sem eles. Adoro os meus amigos, aqueles do peito, aqueles que me conhecem de verdade, aqueles por quem faria tudo. Gosto de cheesecake de frutos silvestres e de tarte de maçã. Gosto de ver neve. Gosto de viajar e de namorar. Gosto de cinema, fotografia e moda. Gosto de acessórios. Gosto particularmente de sapatos e não dispenso malas, de todos os tamanhos, formatos e cores. Gosto da simplicidade das coisas e das pessoas, gosto da grandiosidade de alguns locais. Gosto de mentes abertas e de pessoas “descomplicadas”. Não gosto de dramas, não dramatizo nenhuma situação. Não gosto de ter saudades mas tenho. Não gosto de ver sofrer mas não sou capaz de virar as costas a quem esteja a sofrer… Sofro com elas. Gosto de petiscos e de rir, gosto muito de rir. Gosto de cor-de-rosa e de orquídeas. Gosto de passar um dia no sofá com a manta e um bom filme. Gosto de dançar e de beber um copo com os amigos. Gosto de caipirinha. Gosto de conhecer coisas novas, de andar à descoberta. Gosto de experimentar. Gosto de escrever e gosto de ouvir. Gosto de música e de teatro. Gosto de assistir a um bom espectáculo. Gosto de Fado e não percebo porquê que há tanta gente que não o suporta. Não sou saudosista e geralmente só me arrependo do que não fiz ou não disse. Evito deixar coisas pendentes por essa razão. Quando me proponho fazer uma coisa levo-a até ao fim. Detesto errar, falhar. Sou perfeccionista. Sou exigente com os outros. Sou exigente comigo, muito exigente. Gosto de bacalhau à Brás e de massas, adoro massas. Gosto de japonês. Gosto de conhecer outras culturas, de ouvir a sua história, provar a sua comida, descobrir tradições diferentes. Não dispenso a franqueza, a sinceridade, a lealdade. Sou amiga dos meus amigos e não suporto traições. Sou sociável e relaciono-me facilmente. Dou-me bem com toda a gente e é difícil cortar relações com alguém mas quando o faço, é para sempre. Sou transparente e expressiva. Quando não gosto de alguém, de uma atitude ou de algo, não consigo esconder. Se eu não o disser, di-lo-á a minha expressão. Acredito que temos que nos motivar uns aos outros, gosto de incentivar e acredito sempre no melhor das pessoas, até prova em contrário. Não gosto que me menosprezem. Detesto ser ignorada. Não gosto de falsidade nem de hipocrisia. Não gosto de oportunistas nem de falsos amigos. Não gosto que falem nas minhas costas ou nas de qualquer outra pessoa, prefiro que mo digam cara a cara. Seja o que for! Não gosto que se metam na minha vida nem que dêem palpites sobre assuntos que desconhecem ou que me julguem. Não gosto que julguem saber tudo sobre mim só porque sabem quem sou. Não gosto que façam comentários maldosos a meu respeito quando desconhecem as variáveis da equação. Não gosto mas não ligo. Não gosto de falar de mim mas faço-o, apenas não o faço com todas as pessoas. Não gosto que levem isso a mal. Gosto de fazer o que quero, não gosto de fazer coisas por obrigação. Não gosto de palhaços, não gosto mesmo, nunca gostei, nem mesmo em criança. Achava-os assustadores ou tristonhos, dependendo da pintura facial que estavam a usar. Não gosto de vento e não gosto de conduzir com nevoeiro. Gosto do barulho que a chuva faz quando bate na janela. Não gosto do escuro, não gosto de não poder ver o que me rodeia. Não gosto de aranhas nem repteis. Fazem-me impressão, provocam-me arrepios, mesmo que seja na televisão. Não gosto de doces muito doces, não gosto de dobrada, não gosto de borrego nem de salada de agrião. Gosto de mimar os amigos, gosto de abraços. Não gosto de contacto físico com estranhos, não gosto que forcem a confiança. Gosto de a dar, aos poucos, a quem entendo. Não gosto de alcoviteiros. Não gosto de derrotistas nem de pessimistas. Não gosto que me tentem pôr para baixo. Não gosto de estar perto de pessoas que me sugam a energia, que me esgotam emocionalmente. Não gosto de pessoas que desistem por não se adaptarem à mudança. Gosto de apreciar um bom vinho, com boa companhia. Gosto de saber sempre mais, sobre tudo, sobre o mundo. Não gosto de rotinas. Gosto de viver. Os obstáculos fazem parte… Para darmos mais valor às coisas boas que acontecem pelo caminho!
domingo, 5 de dezembro de 2010
GPS para a vida...
A vida é feita de lutas constantes, de pequenas, por vezes grandes, batalhas, de obstáculos a superar. Nunca sabemos quando seremos surpreendidos, quando seremos novamente chamados ao campo de batalha. Não podemos saber o que o futuro nos reserva ou de que forma vamos enfrentar aquilo com que somos confrontados. Não temos bolas de cristal ou mapas que nos guiem, nem há GPS para a vida.Estou novamente em casa, depois de mais uma batalha que está ainda longe de ser superada. Cada dia é preciso limpar armas, carregá-las e deixa-las a postos para qualquer eventualidade. Os desafios são constantes e aquilo que nos define como pessoas, como seres humanos, não é “o que nos acontece” mas a forma como lidamos com isso… O que fazemos com “o que nos acontece”. Não vem nos livros, nem no Google, não há enciclopédia que nos diga como viver melhor. Não há sequer uma forma correcta ou incorrecta de viver. Há apenas a fórmula certa para cada pessoa. E não podemos saber como vai resultar ou se nos vamos sair bem. É como num laboratório que procura a cura para algo que ainda desconhecemos, vamos juntando os ingredientes e quem sabe…. Podemos explodir toda a sala ou descobrir algo de útil.
Não podemos saber o futuro mas podemos saber quem luta ao nosso lado e podemos tentar ser melhores, mais fortes… “O que não nos mata torna-nos mais fortes”… Não há dúvida!
Obrigada T.
Não podemos saber o futuro mas podemos saber quem luta ao nosso lado e podemos tentar ser melhores, mais fortes… “O que não nos mata torna-nos mais fortes”… Não há dúvida!
Obrigada T.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
NY... Where Else?! :)
Foi talvez "A" viagem!... Já fiz algumas e divirto-me sempre mais que muito. O meu companheiro de viagem é óptimo e faz tudo para me ver sorrir. Adoro destinos de praia, paradisíacos e gosto imenso de calor, sol e mar. Mas tenho vindo a descobrir que as viagens citadinas também são "muito eu". Havana foi qualquer coisa de fenomenal, Madrid é das minhas favoritas mas esta... Não há palavras que a descrevam. "A cidade que nunca dorme" é talvez o que melhor lhe assenta e, ainda assim, deixa tanto por dizer.
Sentimo-nos realmente pequenos perante tamanha grandeza de construção, de diversidade cultural e não só, de tudo. E sim, ali parece-nos que tudo é possível e, talvez por isso, tenhamos a ilusão (ou não) de que é a terra das oportunidades, a cidade onde os sonhos se podem tornar realidade. Esta poderia, facilmente, ser a minha cidade!
Love it!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Um sinal
Qual de nós nunca se sentiu perdido? Quem nunca pediu um sinal? Um incentivo para avançar, para mudar o que está mal ou simplesmente uma licença para ser feliz?
Em “Eat, Pray, Love” é precisamente a essa procura que se assiste. Uma busca incessante pela felicidade, pelo equilíbrio, acima de tudo, pela paz interior. É o cortar das amarras da tradição, do esperado, do socialmente aceite. Afinal, quantos de nós não se sentiram já assoberbados pelas expectativas dos outros em relação à nossa vida? Quantas vezes não deixamos de fazer o que queríamos em detrimento do que era suposto fazermos? Quantas vezes não nos deixamos levar pela vida em vez de sermos nós a conduzi-la? Quantas vezes isso nos deixou infelizes ou dormentes?
Este filme mostra-nos e faz-nos pensar que não há mal algum em começar de novo. Não há nada de errado em não saber o caminho, em não saber para onde vamos. Desde que estejamos dispostos a procurar um rumo, uma janela de esperança, a acreditar de novo, a viver de novo. Desde que estejamos atentos aos sinais que, mais cedo ou mais tarde, se nos apresentam.
Vale tanto a pena ver esta história, de mente e peito abertos e reflectir sobre onde estamos e onde queremos chegar!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Let's look at a trailer
Antigamente íamos ao cinema, chegávamos cinco minutos mais cedo para ver as apresentações de novos filmes que tinham ou estavam prestes a estrear e há hora marcada tinha inicio a exibição da película cinematográfica.
Hoje, vamos ao cinema, há hora marcada tem inicio um rol de publicidade que não pedimos e não desejamos, anunciam um ou dois filmes... Ou, como hoje, nenhum e 15 a 20 minutos depois começa, finalmente, o filme!
O que mudou? Aparentemente já não vamos ao cinema pela arte mas antes para sermos forçados a ingerir doses massivas de publicidade. Bem nos podem oferecer bilhetes... Aparentemente estarão já a ser pagos e repagos!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O fim de uma estação
Chega ao fim mais um Verão, arrumam-se os biquinis e a toalha de praia, tiram-se os casacos de meia-estação para aconchegar as noites que vão ficando mais frias. Em breve os verdes darão lugar aos castanhos alaranjados e trocaremos os gelados pelo chá e o chocolate quente, as noites na varanda pelos serões no sofá ou no cinema, entre amigos ou em familia. Em breve não ouvirei o bater das ondas enquanto apanho os últimos raios de sol mas enquanto caminho pela praia, trocando o biquini por uma camisola quentinha. Em breve os programas de fim-de-semana serão alterados em função de uma nova estação e esta dará lugar a outras coisas... Talvez não sejam melhores ou piores, serão apenas diferentes. E eu gosto da diferença.
Sempre disse que a minha estação favorita é o Verão e, na verdade, continua a ser. Mas percebi nos últimos anos que afinal gosto de todas as estações porque todas têm a sua função, todas têm a sua beleza e porque a passagem de cada estação nos deixa o agridoce sabor da saudade do que passou, com a promessa do que virá. Acho que consegui, finalmente, alcançar uma certa paz que me permite disfrutar de cada momento, sem a pressa do amanhã.
Hoje começa uma nova estação... As folhas vão mudar de cor, eventualmente, acabarão por cair, a temperatura vai baixar, os dias vão ficar mais curtos e as noites mais longas... E eu estou feliz por isso. É sinal que continuamos vivos.
Artigo sobre:
Outono 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Fora de moda ou fora de controlo?!
O quê que se passa com os piscas desta cidade? Os carros mudam agora de faixa como quem muda de canal, no sossego da sua casa. O que a bem dizer não é, de todo, a mesma coisa.
Ora, se os senhores condutores acham que andar na estrada é igual a conduzir a PSP, diria eu, estão muito enganados. Afinal na PSP só se atropelam bonecos, já na vida real... Bem, as pessoas são reais! São de carne e osso, têm projectos e famílias. E se às vezes é só chapa que se atravessa no caminho, outras são também os donos dessa chapa!
Mas os piscas são um grão no oceano... São as mudanças de faixa em cima dos outros, as ultrapassagens pela direita, as travagens e acelerações, são os comportamentos dentro do veículo de cada um... Os telemóveis, as conversas a olhar para o lado, os charros ou os cigarros, a parvoíce nata... Podia divagar o dia todo e não esgotava os atributos dos condutores de hoje! Sim, porque o que se passa dentro do nosso carro não nos diz respeito só a nós... É que as estradas são de todos!
A questão que se coloca é: Estarão os piscas fora de moda? Ou a sociedade fora de controlo? Onde pára, afinal, o civismo?
Bem hajam!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Um dia comigo...
O ambiente é calmo. Apesar de existirem algumas pessoas espalhadas, o espaço é tão grande que ninguém invade o lugar de ninguém. Nem parece que estou numa praia, em pleno Agosto!
Ao fim de algum tempo decidi, por fim, vir até aqui e deixar-me estar ao Sol, deixar o calor penetrar-me na pele, fechar os olhos e sentir o cheiro a maresia. Não é a mesma coisa vir até aqui durante a semana. São outras pessoas que a frequentam e outra paz que aqui reina. Decidi-me a vir até aqui observar essas pessoas que passam. Vêem-se sobretudo familias – estaram ainda de férias, por certo – alguns grupos de jovens, poucos e algumas pessoas que vêm, como eu, apenas para se encontrarem com o mar e o sol. Quando era mais nova fazia isto mais vezes, ajudava-me a repôr as energias e reencontrar-me. Depois, não sei bem porquê, perdi o hábito. Venho quando tenho companhia, nas férias, ao fim-de-semana... Mas nem todas as praias são como esta e temos sempre algum local preferido. Porquê que, regra geral, quando nos habituamos a fazer coisas a dois ou em grupo, nos esquecemos que também há programas que podem ser disfrutados “a um”!? E mesmo aqui, não se vêem muitas pessoas sozinhas. Conheço algumas que nem vão ao cinema se não tiverem alguém que vá com elas ou se não tiverem ninguém que queira ver o mesmo filme.
Quando é que nos tornámos pessoas colectivas e deixamos de ser individuos? Será que a sociedade nos fez esquecer de nós mesmos ou será que apenas preferimos ter alguém com quem partilhar todos os momentos do dia?
Artigo sobre:
Verão 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Changing courses
Tem tudo a ver com rumos... A vida, quero dizer e tudo o que lhe respeita. Mas o que acontece quando a estrada que vimos não está ao nosso dispor?
É natural que tal aconteça, afinal estamos permanentemente a fazer planos e a alterá-los. É assim que deve ser porque, a cada obstáculo que trânspomos ou em cada fase da vida em que nos encontramos, mudamos e com isso, mudam os nossos objectivos. Mas não acontece apenas comigo ou com vocês, acontece com todas as pessoas. E quando pessoas próximas crescem em sentidos diferentes e têm ambições distintas, naturalmente e quase que sem ninguém dar por isso, afastam-se, aproximando-se de outras pessoas com objectivos comuns.
Parece cruel mas é apenas normal. Assim como é natural que em dado momento, quando paramos para pensar na nossa vida ou num novo rumo, pensarmos também no que ficou para trás e, algumas vezes, sentimos falta de pessoas que foram “ficando pelo caminho”.
Eu tenho saudades de algumas pessoas que marcaram presença na minha vida. Pessoas que se afastaram e, também elas, contruíram novas estradas que as levaram noutra direcção que não era a minha. Assim como tenho saudades de pessoas que simplesmente desapareceram desta vida, tal como a conhecemos. Isso não faz com que sejam piores pessoas, nem o faz de mim. Apenas significa que crescemos de forma diferente. E quem sabe se, noutra fase das nossas vidas, nos cruzaremos novamente.
Agora que planeio novos rumos, uma vez mais, que olho para o mapa e consulto o GPS em busca de novos sonhos por concretizar, de novas viagens e novas aventuras, assim como de todas as outras vezes que o fiz, penso em tudo o que pode vir a ser mas, também, em tudo o já tive, passei ou vivi. Há lembranças que me ficam para sempre guardadas e pessoas que nunca deixam de estar presentes, para mim, mesmo que não estejam, literalmente comigo, mas está-me no sangue. “Parar é morrer” e, realmente, não sei viver parada. A adrenalina de entrar de cabeça em novos desafios, conhecer novos sítios, a mudança e o sentimento misto de incerteza e alegria que ela nos provoca é para mim, o alimento da vida. “Parar é morrer” e eu estou bem viva!
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