sábado, 18 de abril de 2009

Este blog foi premiado por... pensar!

É verdade, a Alegria foi premiada por pensar e acreditem que fiquei muito feliz com este mimo. Eu gosto de pensar sobre todas as coisas, de perceber os porquês, de falar sobre isso, de me questionar e de questionar o Mundo, a Vida e as razões pelas quais as coisas acontecem como acontecem... Enfim, não acredito em coincidências e por isso.... Gosto de pensar!

Obrigada pelo miminho, MIMO :)

O que devo fazer com este prémio...

1. Exibir a imagem do prémio
2. Postar o link do blog que o premiou
3. Indicar 10 blogs para fazerem parte do "Manifesto Jovens que Pensam"
4. Avisar os indicados
5. Publicar as regras
Aqui ficam os meus escolhidos, por ordem alheatória:
Continuem a pensar... e a sentir!

Beijocas e bom fim-de-semana*

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Amigos Blogueiros, o que vos parece?

Hoje a Alegria está indignada… Gostaria de partilhar com os meus amigos Blogueiros - sim, aqueles que me visitam com regularidade, que apreciam a minha escrita, que se mostram solidários com os momentos menos bons que já partilhei convosco, que me dão força e fazem a Alegria sorrir novamente… Sim, quero partilhar apenas convosco - que existem neste mundo pessoas muito, muito tristes. E a mim custa-me sempre saber da existência destas pessoas porque tenho pena delas e o sentimento de pena não é dos melhores para se ter.

Acreditem ou não, houve uma “alminha” anónima (claro) que se deu ao trabalho de atribuir ao meu último Post a palavra “TRISTE”, assim… em letras garrafais! Existem de facto pessoas que às 4h da manhã não têm mais nada para fazer senão chegar aqui e de forma anónima fazer comentários totalmente despropositados.

Ora, a meu ver, triste é:

- Não ter mais nada para fazer de madrugada, senão escrever comentários anónimos num Blog alegre e bem disposto,
- Considerar que a imaginação das crianças é triste
- Não ter vida própria
- Ser cobarde
- Ser infantil (quando já não se é criança)
- …

E depois há outras coisas que são muito mais tristes e que realmente vale a pena perdermos tempo a pensar nelas, como a fome no mundo, a guerra, as crianças que morrem subnutridas, a propagação de doenças contagiosas em África, a crescente pobreza, a tão falada crise económica e, cada vez mais, também, social… etc, etc, etc.

Agora, aquele tipo de pessoa que adora saber de uma boa tragédia pessoal mas que se sente altamente incomodada com a felicidade alheia, com o talento dos outros e o facto de, ao contrário delas próprias, existirem pessoas bem resolvidas em todos os aspectos das suas vidas, estas não são tristes e nem sequer são dignas de que o nosso pensamento se debruce muito tempo sobre os seus desiquilíbrios mentais… Estas são apenas patéticas.

Por fim e em jeito de conclusão e esclarecimento, para aqueles que já foram ver o Post anterior e não encontraram nada de estranho nos comentários: Não, não publiquei o dito comentário e nem pretendo fazê-lo. Não é por acaso que este Blog tem o nome que tem, é antes porque gosto de me sentir bem com as pessoas e com a vida, encarando tudo de forma positiva e optimista. Como tal, não alimento comportamentos contrários e se há coisa que a Alegria não suporta mesmo é a cobardia e a estupidez humana.

Todos os comentários são bem vindos, vocês que passam por aqui sabem disso. Aliás, este espírito blogueiro que nos faz sentir que nos conhecemos e podemos ajudar, uns aos outros, com uma simples palavra de conforto, é uma das razões que me faz escrever aqui e não numa follha de papel.

Os cobardes e sem vida própria não precisam de se incomodar a passar por cá… Vivemos muito bem sem isso ;)

Bem hajam amigos blogueiros e bom fim-de-semana*

terça-feira, 14 de abril de 2009

Uma estranha aventura, por Ricardo (*)

"Tudo começou numa noite de Sábado, quando um menino chamado Tomás não conseguia dormir. Por mais que tentasse só conseguia pensar em monstros! Ele cada vez se tapava mais, até que de tanto se tapar, caiu dentro dum buraco que aparecera na cama. Era chamado O Buraco da Imaginação.
Quando Tomás chegou ao outro lado do buraco ficou fascinado com o que via. Estava nas profundezas do mar.
Eu sei o que vocês estão a pensar. Com que então acham que isto foi apenas um sonho… Mas não foi. Tomás é um amigo meu e foi ele que me contou tudo isto.
Querem saber o resto da história? Então vamos lá continuar.
Naquelas profundezas havia muitas coisas belas, tais como: escolas para peixes, um casino chamado “O Coral”, equipas de hóquei e basket que ainda por cima já tinham participado em provas internacionais, restaurantes em que faziam sushi de carne e ainda a Disney land resort Marine.
Não tardou Tomás arranjar amigos, arranjou logo quatro e os seus nomes eram: o caranguejo Perna de Queijo, a sereia Marina, a lapa Limpa Vidros, mais conhecida como “O Aspirador” e ainda há o camarão Comilão.
Tomás depressa confessou aos amigos o que se tinha passado e todos quiseram ajudar. Contaram que para além da sua terra, a Aqualândia, havia uma passagem para a Terra, mas estava na Negrónia, onde havia a melhor equipa de basket de toda a vida Marinha.
Todos puseram um plano em acção, que foi o seguinte:
-De manhã, iremos partir para a Negrónia e quando lá chegarmos vamos para a passagem. Aí façam pouco barulho. – avisou o camarão.
E lá foram mar fora. Vejam lá que conheceram mais dois amigos com nomes muito engraçados que eram: o atum Gordura e a pescada Testada.
Quando chegaram à Negrónia, fizeram silêncio mas mesmo assim foram descobertos pela equipa de basket com o nome de “Os Rebeldes”. Ninguém tinha outra escolha senão fazer uma aposta com a equipa, que foi a seguinte:
-Queremos jogar basket contra vocês. Se nós ganharmos, podemos atravessar o portal, mas se perdermos, ficamos vossos prisioneiros para sempre.
A equipa de basket riu-se às gargalhadas mas aceitou a aposta.
Passado algum tempo o jogo começou. Ambas as equipas estavam a jogar bem. Adivinhem lá quem ganhou? Foi o grupo do Tomás!
Assim Tomás passou o portal e regressou à sua cama.
Adormeceu tão profundamente que nem os monstros o acordaram."

segunda-feira, 23 de março de 2009

Os campos estão felizes e tão cheios de cor… É impossível não sorrir!

Chegou aquela altura do ano em que apetece andar de carro pelas estradas que atravessam o nosso país, apetece andar a pé no meio das flores, apetece pisar a areia da praia e sentir na cara os primeiros raios de sol. Apetece olhar em redor e apreciar a luminosidade espantosa que este cantinho, à beira-mar plantado, emana. Uma luz diferente de qualquer outro país, tão clara que pode facilmente ferir-nos a visão mas que de tão bela nos faz sorrir.

Chegou aquela altura em que não nos apetece estar em casa, apetece-nos aproveitar o calor que já se faz sentir, o cheiro a flores que paira em toda a parte, aproveitar cada minuto que passa, na esperança de que esta luz se reflita na nossa vida, nos nossos desejos, nos nossos objectivos, em tudo aquilo que fazemos, em tudo o que vemos… Apetece-nos viver e sorrir!

Não fosse o espirro e seria a estação perfeita… À parte a minha predilecção pela seguinte! ;)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Getting back on my feet...

O mês mais curto e (para mim) mais longo do ano terminou. Se é certo que as memórias não se apagam, não é menos verdade que os dias continuam a nascer e a passar, depressa demais. Com o fim deste período de introspecção, chegam as resoluções. Sim, eu não sou muito de resoluções de ano novo mas antes de recomeços a cada obstáculo.

Felizmente não sei estar triste, mesmo quando estou e por isso sorrio todos os dias com a força e a vontade de vencer. As pausas têm o dom de nos fazer pensar. Percebemos nestas alturas que, afinal, não temos todo o tempo do mundo para realizar os nossos sonhos e que, por isso, o melhor é começar… Ontem! Que não podemos viver de suposições, de passados e futuros, que apenas podemos mudar o presente e, assim, o melhor é começar já e não deixar nada por fazer, por dizer.

A tristeza vai ficando esbatida, guardada no mais profundo do meu coração e a alegria vai lutando, a cada dia, por voltar à escrita, à azafama, à vida… Cada dia constitui o momento ideial para mudar aquilo de que não gostamos. Determo-nos a pensar nos inconvenientes da mudança, nas susceptibilidades que podemos ferir, naquilo que pode correr menos bem, só nos vai impedir de progredir, de concretizar, de nos sentirmos realizados. Em última instância fará com que um dia acordemos sem objctivos, falhados e já sem forças para lutar. E qualquer momento é bom para mudar de vida, para quebrar com a rotina, se realmente for isso que queremos, se realmente for isso que nos vai fazer felizes. O momento certo para qualquer coisa não existe, somos nós que o criamos, que o sentimos… E porque não hoje!?

Resto de boa semana e obrigado a todos os que me disseram “volta”, “temos saudades”, “escreve”… Às vezes temos mesmo que parar, que não nos forçar a fazer nada, se nada é o que nos apraz fazer… Aos poucos a Alegria vai voltando a si e a escrita fluirá, naturalmente, com ela. Bem hajam :)

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Sonho de Mariana (*)

"Era uma vez uma menina chamada Mariana, que teve um sonho.

Tudo começa numa terra chamada Bué, Bué Longe.

Aquela terra era muito bela: tinha casas feitas em palha, lagos cheios de patos, fontes, estátuas e ainda um enorme castelo.

No castelo vivia uma princesa chamada Mariana e a sua mãe que era a rainha Cartucha. O pai já tinha morrido.

Um dia a rainha Cartucha lembrou-se de fazer um baile em homenagem à filha que seria rainha, daí a poucos anos. O baile seria dia 42 de Fevereiro.

Os dias passaram-se e os preparativos estavam feitos. Os nobres, já tinham os fatos escolhidos e os músicos as canções decoradas. Faltava um dia para o baile.

Muito longe de Bué, Bué Longe havia um castelo enorme e lá vivia Vrápromoló, o vampiro e Casper, o fantasma.

Eles viam tudo o que se passava através de uma bola de cristal e com isso combinaram o seguinte plano:

- Durante o baile vamos raptar a princesa. – Disse Vrápromoló.
- Posso ser eu a raptá-la; ninguém me vê!
- Boa ideia!

Então Casper pôs em prática o seu plano, e no dia seguinte chegou a Bué, Bué Longe.

Quando chegou a hora do baile, Casper já estava no castelo e quando a princesa atravessava o corredor … puf! Casper apanhou-a e levou-a para o seu castelo. Quando lá chegou com a princesa, surpreendeu o Vrápromoló.

- Bravo!
- Fascinante!
- Obrigado Casper. Com a princesa aqui vamos transformá-la em sereia e metê-la no nosso lago.

Passou um dia e dois até que o mágico Ali Bá Bá soube do que se passava. Contou ao príncipe o que tinha acontecido e então ele chamou o dragão Dino e o mágico partiu para o castelo dos maus.

Depressa lá chegou e, quando os maus os viram fugiram cheios de medo. O mágico apressou-se a transformar a sereia em humana e a metê-la em cima do dragão. O príncipe saiu do castelo e também subiu para o dragão. Quando todos estavam a postos partiram. No dia seguinte já estavam em Bué, Bué Longe.

O povo saudou-os quando chegaram. A princesa e o príncipe viveram felizes para sempre.

- Mamã! Mamã! Tive um sonho muito bonito …"
Mais um texto do meu Piolho lindo... O único autor, além de mim, que tem lugar neste Blog ;) Porque será?!!! :)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A perfeição está à nossa volta e não naquilo que possamos fazer…

É curioso como, por vezes, a natureza conspira a nosso favor. É engraçado como a vida é cheia de contradições, de extremos que se tocam.
Fevereiro é o mês dos namorados (dizem), é o mês mais curto do ano, este ano é também o mês da diversão, da brincadeira. Para mim não, para mim é um mês tristonho e cinzento. Parece-me longo e tem sido intenso. Não me apeteceu fazer jantares de Valentim nem me apetece brincar ao Carnaval, não me apetece muito brincar, de todo. Para mim podia continuar a chover… Mas curiosamente, depois de tantos meses de chuva, Fevereiro trouxe-nos o Sol, tão característico deste nosso país “à beira-mar plantado”. Não sei como é com o resto da população mas eu, apesar de gostar dos dias de chuva, de sentir as gotas a cair na cara, de estar no sofá enrolada na manta a ver filmes, apesar de me saber tão bem o chá e o chocolate quente, tenho uma forte relação com o Sol (para quem acredita em astrologia, poderá explicar-se assim). O Sol obriga-me a acordar com outro animo, com outra visão sobre as coisas, o Mundo lá fora parece mais bonito com este brilho, com esta luz intensa. E é assim que eu acho que a Natureza tem tentado conspirar a meu favor, fazendo-me ver o Sol todas as manhãs, para que não perca o animo, para que continue a ter esperança que este mês vai passar depressa (embora não pareça) e que, em breve, ficará apenas uma saudade boa de tudo o que passou. Que o vazio vai doer menos a cada raio que me toca, que a tristeza vai sendo mais ténue cada vez que sinto o seu calor. No fundo, tudo o que precisamos está à nossa volta, temos só que procurar o refúgio que mais se nos adequa, o que melhor nos faz sentir.
Quando posso deter-me a olhar o mar, deixar-me embalar pela sua ondulação, ouvir as suas preces contra as rochas, sentindo o Sol no rosto, penso que a Natureza é de facto perfeita.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Até breve... Até Sempre...

Nunca serás esquecido, nunca deixaremos de sentir a tua falta, talvez nunca me perdoe por não ter dito adeus... Mas quem sabe não seja um adeus e antes, um até sempre... "As pessoas só morrem se nós deixarmos" e tu estarás sempre vivo no meu coração e na forma como te recordo... E sei que voltarei a falar contigo, muitas vezes, sei que vou continuar a escrever-te e, quem sabe, me possas ver... Mas agora, podes finalmente descansar em Paz...
Com amor, da sempre tua,
Kel... Até breve*



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um dia de cada vez...

Nunca esta frase fez mais sentido. Um dia de cada vez, uma hora de cada vez... a vida em câmara lenta.

Há momentos que nos mudam de forma permanente e incontornável, já várias vezes o referi porque sei que é assim, porque já o senti na pele, porque já o vivi. Cada um desses momentos altera a nossa forma de encarar a vida na medida da sua gravidade, das consequências que tem para nós, na mudança dos nossos hábitos, daquilo que temos como garantido. A doença, os desamores, os desencontros, todas as formas de perda, os sonhos que vemos destruídos, a falta de rumo, tudo nos faz ver que a vida nem sempre é como queremos, que o tempo de que dispomos não é ilimitado e que o melhor é não perder tempo com pequenos nadas porque um dia tudo muda e a oportunidade de fazermos, de realizarmos, de construirmos os nossos sonhos, pode desvanecer-se sem pré-aviso.
Contudo, não há nada que nos atordoe mais do que a morte. O sentimento de perda é inigualável e definitivo e isso deixa-nos perdidos. O tempo suaviza, atenua mas nada nem ninguém poderá substituir a pessoa que se perde e, nesse momento, sentimos uma necessidade gigante de lhe falar, de dizer as coisas que não dissemos a tempo, percebemos que havia um cem número de palavras que nem sabíamos estar a conter.

Há algum tempo uma amiga escreveu sobre uma frase de uma série televisiva pela qual partilhamos o gosto. Dizia uma personagem dessa série que existe um "Clube dos Pais Mortos". "Só se sabe da existência desse clube quando já fazemos parte dele. Antes disso simpatiza-se, tem-se compaixão, é-se solidário com a dor do outro, lamenta-se...mas não se faz parte, nem se tem verdadeiro conhecimento da sua existência, assim como não se escolhe fazer parte dele".

Na altura compreendi as suas palavras, achei que faziam todo o sentido mas realmente eu não podia saber o que ela estava a sentir porque não fazia parte do "Clube". Podia dar-lhe força, animo, ser solidária com a dor dela mas não podia saber como era. Ironia do destino ou não, recentemente vi um episódio repetido da referida série e o discurso daquela personagem teve um significado totalmente diferente aos meus ouvidos. Senti uma lágrima escapar-se e naquele momento compreendi que não havia nada mais verdadeiro. Podemos perder muitas pessoas ao longo da nossa vida, podemos sofrer com essas perdas, ficar tristes, perdidos. No entanto, nada se compara à perda dos nossos pais. Podemos não ter a melhor relação com eles, podemos nem ser próximos, podemos achar que estamos preparados... Chegado o momento nunca estamos e dói sempre, incomparavelmente mais do que alguma vez imaginámos. Naquela derradeira hora tudo o que ficou para trás deixa de fazer sentido, perde importância e só conseguimos pensar nas milhares de coisas que ficaram por dizer. O "depois" parece-nos vazio e temos que reaprender a viver, a respirar, a fazer planos, a socializar, a voltar à rotina... Temos que reaprender a ser nós e a sorrir. Há momentos em que achamos que tudo está bem e que só temos que nos conformar, dizemos para nós que a vida é mesmo assim mas há outros em que a tristeza se abate sobre nós, de repente, volta o vazio, a saudade... É assim neste "Clube"... Um dia de cada vez, um sorriso de cada vez, uma lágrima de cada vez... Nada voltará a ser como era antes mas a vida continua mesmo e quem cá fica tem que fazer o melhor que sabe. Dizia um livro que li em tempos que, a vida não pára para que possamos juntar todos os pedaços do nosso coração, quando este se parte em mil pedaços.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quanto custa dizer Adeus…

Hoje o meu dia foi longo e dificil, o meu mundo ficou mais pobre e não me apetece dormir. Sinto-me exausta e não tenho vontade de falar, nem ouvir, nem escrever… Mas tenho que escrever, desabafar e no papel é tão mais fácil.

Hoje a alegria esmureceu, baixou as orelhas e não quer sorrir. Hoje as gotas que transbordam dos meus olhos não são de felicidade. Hoje, 2 de Fevereiro de 2009, foi o fim de um ciclo mal acabado que nunca poderei concertar. Hoje… Hoje… não tenho metáforas que me confortem, não tenho hipérboles que me traduzam a alma, não há figuras de estilo suficientes para explicar o que estou a sentir. Nem eu sei, nem eu consigo.

Para quem me conhece, para quem conhece a minha história, poderá parecer hipócrita, falso, vazio… A verdade é que eu própria não podia imaginar que quando o dia chegasse ia doer assim… A certeza de o não ver, nunca mais, de não ter respostas, de não poder sequer despedir-me, a incerteza do teu destino, o não saber o que fazer, como agir, a tristeza de te saber sozinho entre estranhos, abandonado nesta última etápa… Não posso explicar nem posso pedir que alguém me compreenda, só sei sentir.

Todas as palavras que agora possa escrever, me parecem vagas, sem conteúdo. Escrevo apenas para tentar aliviar um pouco este peso que sinto em mim. Gostava de saber se leste as minhas palavras para ti, se algum dia, onde quer que estejas, poderás ler estas, gostava de saber se compreendeste o que disse, se ficaste em paz… Gostava da certeza de que existe algo mais, além desta vida. A certeza de que um dia poderemos sentar-nos os dois e falar sobre tudo e sobre nada. Tu voltas a sentar-me no teu colo, apagas todas as minhas memórias e recomeçamos a nossa história. Gostava de ter certezas, gostava de ouvir a tua voz uma última vez, gostava de ter dito adeus, apesar de detestar e evitar despedidas… Agora restam-me estas linhas que te escrevo porque é a única coisa que sei fazer, a única coisa que me sai directamente da alma… Gostava de te ter escrito mais, mesmo achando que a maior parte das vezes não merecias. Mas quem sou eu para julgar?! Se pudesse voltar atrás não perderia a oportunidade de o fazer, fosses merecedor ou não. Mas agora é tarde e resta-me a esperança de que tu possas estar a ver-me de alguma parte, que consigas ler e que partas com a certeza que, apesar de tudo, nunca deixei de te amar, nunca deixei de ser o teu “porta-chaves”. Apenas cresci e a vida fez-me criar demasiadas defesas… Demasiadas!

Talvez te volte a escrever, na esperança que agora tomes conta de nós, de mim, que me leias e me vigies… Sim, talvez te volte a escrever mas agora já não tenho mais palavras, já não tenho mais fôlego e ardem-me os olhos… Adeus Pai! Até Sempre…