quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um dia de cada vez...

Nunca esta frase fez mais sentido. Um dia de cada vez, uma hora de cada vez... a vida em câmara lenta.

Há momentos que nos mudam de forma permanente e incontornável, já várias vezes o referi porque sei que é assim, porque já o senti na pele, porque já o vivi. Cada um desses momentos altera a nossa forma de encarar a vida na medida da sua gravidade, das consequências que tem para nós, na mudança dos nossos hábitos, daquilo que temos como garantido. A doença, os desamores, os desencontros, todas as formas de perda, os sonhos que vemos destruídos, a falta de rumo, tudo nos faz ver que a vida nem sempre é como queremos, que o tempo de que dispomos não é ilimitado e que o melhor é não perder tempo com pequenos nadas porque um dia tudo muda e a oportunidade de fazermos, de realizarmos, de construirmos os nossos sonhos, pode desvanecer-se sem pré-aviso.
Contudo, não há nada que nos atordoe mais do que a morte. O sentimento de perda é inigualável e definitivo e isso deixa-nos perdidos. O tempo suaviza, atenua mas nada nem ninguém poderá substituir a pessoa que se perde e, nesse momento, sentimos uma necessidade gigante de lhe falar, de dizer as coisas que não dissemos a tempo, percebemos que havia um cem número de palavras que nem sabíamos estar a conter.

Há algum tempo uma amiga escreveu sobre uma frase de uma série televisiva pela qual partilhamos o gosto. Dizia uma personagem dessa série que existe um "Clube dos Pais Mortos". "Só se sabe da existência desse clube quando já fazemos parte dele. Antes disso simpatiza-se, tem-se compaixão, é-se solidário com a dor do outro, lamenta-se...mas não se faz parte, nem se tem verdadeiro conhecimento da sua existência, assim como não se escolhe fazer parte dele".

Na altura compreendi as suas palavras, achei que faziam todo o sentido mas realmente eu não podia saber o que ela estava a sentir porque não fazia parte do "Clube". Podia dar-lhe força, animo, ser solidária com a dor dela mas não podia saber como era. Ironia do destino ou não, recentemente vi um episódio repetido da referida série e o discurso daquela personagem teve um significado totalmente diferente aos meus ouvidos. Senti uma lágrima escapar-se e naquele momento compreendi que não havia nada mais verdadeiro. Podemos perder muitas pessoas ao longo da nossa vida, podemos sofrer com essas perdas, ficar tristes, perdidos. No entanto, nada se compara à perda dos nossos pais. Podemos não ter a melhor relação com eles, podemos nem ser próximos, podemos achar que estamos preparados... Chegado o momento nunca estamos e dói sempre, incomparavelmente mais do que alguma vez imaginámos. Naquela derradeira hora tudo o que ficou para trás deixa de fazer sentido, perde importância e só conseguimos pensar nas milhares de coisas que ficaram por dizer. O "depois" parece-nos vazio e temos que reaprender a viver, a respirar, a fazer planos, a socializar, a voltar à rotina... Temos que reaprender a ser nós e a sorrir. Há momentos em que achamos que tudo está bem e que só temos que nos conformar, dizemos para nós que a vida é mesmo assim mas há outros em que a tristeza se abate sobre nós, de repente, volta o vazio, a saudade... É assim neste "Clube"... Um dia de cada vez, um sorriso de cada vez, uma lágrima de cada vez... Nada voltará a ser como era antes mas a vida continua mesmo e quem cá fica tem que fazer o melhor que sabe. Dizia um livro que li em tempos que, a vida não pára para que possamos juntar todos os pedaços do nosso coração, quando este se parte em mil pedaços.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quanto custa dizer Adeus…

Hoje o meu dia foi longo e dificil, o meu mundo ficou mais pobre e não me apetece dormir. Sinto-me exausta e não tenho vontade de falar, nem ouvir, nem escrever… Mas tenho que escrever, desabafar e no papel é tão mais fácil.

Hoje a alegria esmureceu, baixou as orelhas e não quer sorrir. Hoje as gotas que transbordam dos meus olhos não são de felicidade. Hoje, 2 de Fevereiro de 2009, foi o fim de um ciclo mal acabado que nunca poderei concertar. Hoje… Hoje… não tenho metáforas que me confortem, não tenho hipérboles que me traduzam a alma, não há figuras de estilo suficientes para explicar o que estou a sentir. Nem eu sei, nem eu consigo.

Para quem me conhece, para quem conhece a minha história, poderá parecer hipócrita, falso, vazio… A verdade é que eu própria não podia imaginar que quando o dia chegasse ia doer assim… A certeza de o não ver, nunca mais, de não ter respostas, de não poder sequer despedir-me, a incerteza do teu destino, o não saber o que fazer, como agir, a tristeza de te saber sozinho entre estranhos, abandonado nesta última etápa… Não posso explicar nem posso pedir que alguém me compreenda, só sei sentir.

Todas as palavras que agora possa escrever, me parecem vagas, sem conteúdo. Escrevo apenas para tentar aliviar um pouco este peso que sinto em mim. Gostava de saber se leste as minhas palavras para ti, se algum dia, onde quer que estejas, poderás ler estas, gostava de saber se compreendeste o que disse, se ficaste em paz… Gostava da certeza de que existe algo mais, além desta vida. A certeza de que um dia poderemos sentar-nos os dois e falar sobre tudo e sobre nada. Tu voltas a sentar-me no teu colo, apagas todas as minhas memórias e recomeçamos a nossa história. Gostava de ter certezas, gostava de ouvir a tua voz uma última vez, gostava de ter dito adeus, apesar de detestar e evitar despedidas… Agora restam-me estas linhas que te escrevo porque é a única coisa que sei fazer, a única coisa que me sai directamente da alma… Gostava de te ter escrito mais, mesmo achando que a maior parte das vezes não merecias. Mas quem sou eu para julgar?! Se pudesse voltar atrás não perderia a oportunidade de o fazer, fosses merecedor ou não. Mas agora é tarde e resta-me a esperança de que tu possas estar a ver-me de alguma parte, que consigas ler e que partas com a certeza que, apesar de tudo, nunca deixei de te amar, nunca deixei de ser o teu “porta-chaves”. Apenas cresci e a vida fez-me criar demasiadas defesas… Demasiadas!

Talvez te volte a escrever, na esperança que agora tomes conta de nós, de mim, que me leias e me vigies… Sim, talvez te volte a escrever mas agora já não tenho mais palavras, já não tenho mais fôlego e ardem-me os olhos… Adeus Pai! Até Sempre…

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Miminhos :)

Hoje recebi este miminho da Sílvia, o que me deixou muiiittttooo contente! Obrigada pelo miminho Sílvia, sabe bem esta sensação de que nos apreciam e nos valorizam. Sabe bem o carinho, até no mundo virtual.

Bem, como não podia deixar de ser, o desafio tem regras e os mimos devem ser passados...
E as regras são:
  1. Exibir a imagem do selo; (check)
  2. Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação; (check)
  3. Escolher cinco blogs a quem entregar este Prémio...

E quanto a este último ponto e embora cinco me pareça um número reduzido para o efeito, aqui ficam os felizes contemplados...

Eu e o meu umbigo

Carlos Rangel

Pão & Chouriço...

P a l a v r a s - l a . c o m

Os Troilius

E claro, a retribuição deste mimo à Sílvia!

Os que não estão aqui mencionados, saibam que se os visito é porque também gosto de vocês!

Aos "premiados", espero que fiquem contentes - como eu fiquei - e que continuem a ser como são e a escrever sempre mais e melhor!

Beijocas a todos*

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Desafio...

Aqui estou eu a responder ao desafio lançado pelo Carlos Rangel. Não sou muito de fazer resoluções, normalmente quando penso fazer ou mudar algo, faço sem sequer falar muito sobre o assunto. Mas depois de ver o post do Carlos sobre o assunto achei interessante e percebi que de facto existem resoluções bem mais difíceis de realizar e menos lembradas ao longo do ano.

E posto isto, vou escrever aqui as minhas 8 resoluções para 2009, na tentativa de que estas se tornem realidade e não apenas frases soltas sem significado.

As regras do desafio são:

1) Escrever a lista dos 8 sonhos ou coisas que se deseje fazer;
2) Convidar 8 bloggers a responder ao desafio;
3) Comentar no blog de quem partiu o convite;
4) Comentar no blog de quem convidámos;
5) Mencionar as regras aos desafiados.


E os meus desejos para este ano são:

1 - Ser uma pessoa melhor (desejo permanente, constante, de sempre e para sempre...);
2 - Ser ainda mais persistente na persecução dos meus sonhos, não deixar que morram na praia, não desistir de nada por força das adversidades, lutar sempre, por tudo o que importa;
3 - Ser mais amiga e mais presente na vida dos meus amigos, familia, daqueles que amo, não permitindo que o stress e a vida agitada me afastem tão frequentemente destes;
4 - Amar muitíssimo (as pessoas que me amam e todas as pequenas coisas boas da vida);
5 - Não me deixar afectar por coisas que, na realidade, não importam assim tanto;
6 - Fazer apenas coisas que me façam sentir bem comigo e com os outros;
7 - Passear, viajar, conhecer, ler... mais;
8 - Dar mais atenção a este Blog e aos Blogs que me visitam e que eu gosto de ler;
(Eram 8 mas vou ultrapassar só um bocadinho...)
9 - Ser feliz... Com tudo o que isso implique fazer, desejar, lutar e conseguir!

E aqui estão os meus desejos que espero realizar, senão todos, o maior número possível.

A quem passo este desafio... (por ordem totalmente aleatória)
Carlos, não te desafio a ti porque imagino que arranjar mais resoluções não fosse tarefa fácil ;)

O desafio é engraçado e vão ver que depois de começarem a escrever, 8 desejos vão parecer um número muito limitado. Espero que gostem boa escrita!

Uma beijoca grande para todos e sejam felizes!


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

“The winner takes it all”

Na vida de todos os dias, nas rotinas, nas relações, no sexo, no emprego, existirão vencedores e vencidos? E como podemos determiná-los? O que faz de uma pessoa comum um vencedor? Serão as conquistas palpáveis, aquilo que podemos ver? Ou será a realização pessoal, o que sentimos, o que guardamos só para nós? E haverá mais que um papel por pessoa ou desempenhamos sempre o mesmo? Sendo vencedores, poderemos ser destronados em qualquer altura ou os lugares são cativos?

Para mim vencer é sentir-me feliz, é ter coragem para continuar mesmo depois da batalha que se perde, é continuar a sorrir quando a vida nos faz chorar. Para mim o que nos faz vencedores é aquilo que somos enquanto pessoas, o que guardamos no coração, a matéria de que somos feitos. Para mim os papeis alteram-se constantemente mas não há vencidos, a menos que desistam de viver. Mas podemos ser vencedores, das nossas lutas interiores ou de qualquer outra batalha que nos proponhamos. Mesmo quando uma batalha se perde não somos vencidos porque a guerra continua para além dos pequenos conflitos. O importante é como os enfrentamos, como sobrevivemos a eles e o que fazemos com cada novo dia.
The Winner Takes It All… Neste novo ano eu quero ser vencedora de mais 365 batalhas que já começaram e estão para durar. Este ano quero um recomeço para mim e para o meu pequeno mundo. Quero continuar a sorrir, mesmo quando os motivos não pareçam existir e quero ver os meus sonhos em prática. Este ano quero tudo o que ainda não vivi mas sem pressas. Este ano quero vive-lo como se não houvesse outro com a certeza, porém, de que muitos mais virão.

Não são resoluções de um novo ano mas antes o sonho de uma vida que precisa ser alimentado, regado, cuidado. Apenas o sonho de muitas vidas, de todas as vidas… Ser feliz e não deixar nada por fazer! Um dia, quando olhar para trás, num fim de ano qualquer, quando parar para pensar na vida passada, quero sorrir com ternura e dizer confiante que tudo foi como devia ter sido, no momento em que devia ter sido. Contratempos… Todos enfrentamos alguns. Desilusões, perdas, saudades, tristezas… o chão que tantas vezes nos foge debaixo dos pés, o céu que não menos frequentemente parece desabar sobre as nossas cabeças, a certeza de que fizemos tudo certo mas tudo corre mal… Todos já experimentamos esses sentimentos e sei, com certeza, que voltarei a experiência-los. Tudo isso importa menos se conseguirmos medir a importância da nossa existência, se pensarmos que temos apenas uma oportunidade para viver bem e que a passagem é curta, rápida.

Este ano não quero sentimentos mesquinhos, invejas, dúvidas existênciais ou hipocrisias… Quero cultivar as amizades verdadeiras, esforçar-me para ser menos desprendida e despreocupada, quero amar muito, quero rir muito, quero sentir o sol todos os dias que ele apareça, quero andar à chuva e atirar bolas de neve, quero dar mergulhos e ver corais, quero enterrar os pés na areia e andar nas nuvens… Este ano eu quero, eu quero, eu quero… Tudo porque eu sou uma optimista e já só faltam 357 batalhas para enfrentar e vencer ;)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Às vezes lágrimas não são pesar e saudade não é tristeza…

Chegou aquela altura do ano em que o frio nos gela a ponta do nariz, o vento nos corta a pele e a manta sabe bem. Chegou aquela altura do ano em que apetece estar à lareira, mesmo quando não se tem, em que é bom estar em casa e ver a chuva a bater-nos na janela ou andar na rua quando está sol. Eu gosto de andar na rua quando está sol e frio, sabe-me bem!
Chegou aquela altura do ano em que as recordações se tornam mais fortes, mais presentes no nosso espírito. Em que sentimos saudades de quem partiu, de quem a vida se encarregou de afastar de nós, de quem vemos menos, de quem nos distanciamos ao longo do tempo.
Chegou a altura de dar e receber… Devia ser todo o ano mas como às vezes a vida parece correr demasiado e temos dificuldade em apanhá-la, reservamos a solidariedade, a tolerância, a amizade, o carinho, o carácter para esta quadra.
Eu gosto sobretudo de dar… Gosto de ver a cara das pessoas quando desembrulham aquilo que pensei para elas, com carinho. Gosto que percebam que em cada presente há muito mais do que aquilo que o embrulho contém. Que cada objecto é escolhido com cuidado, visualizando aquela pessoa e não outra qualquer. Não gosto de comprar por comprar, só porque “tenho” que dar alguma coisa mas antes dar coisas que vão agradar ou ser úteis. Posso errar nas escolhas, acontece!
Para mim as prendas não são um fomento ao consumismo. São antes uma forma física de mostrar sentimentos. Como já disse, os embrulhos de Natal contém muito mais que prendas. Neles embrulho também o carinho, o amor, a saudade que tenho das pessoas. São uma forma de dizer “gosto de ti”, "lembro-me de ti”. Gosto de personalizar cada prenda com um postal, fazendo dela algo intransmissível, pessoal. Não um embrulho que posso “reciclar”, passar a outro… Nada disso. Já cheguei a guardar prendas de Natal até Março, por impossibilidade de estar com as pessoas a quem se destinavam. Também já sai de casa na própria noite de consoada para as ir entregar, qual mãe-natal em missão de paz… Confesso que gosto do Natal.
Não deveria ser a única quadra do ano em que os bons sentimentos são exaltados mas é bom que exista pelo menos uma. Devo dizer que também não sou particularmente religiosa… tenho as minhas crenças muito próprias e quanto àquilo que desconheço, respeito. Mas o Natal é uma época bonita, celebre-se o nascimento de Jesus ou cultive-se apenas o bem, o importante é aproveitarmos o momento para refrear da correria em que vivemos, para fazermos chegar ao nosso coração um pouco de paz, de harmonia. Devia ser o ano inteiro mas antes um mês em doze do que nenhum!

Eu gosto do Natal… Fico sempre um pouco nostálgica, com a "lagriminha" no canto do olho por tudo e por quase nada. As saudades de quem já não tenho no meu Natal apertam-me um bocadinho o coração mas felizmente a vida vai-se encarregando de colocar outras no nosso caminho, que nos fazem continuar a sorrir.

Este Natal vai ser diferente para mim… já muitos o foram, uns para melhor outros mais tristonhos… Este marca o inicio de uma nova jornada, de uma responsabilidade acrescida. Foi um ano de mudanças que agora vemos reflectidas… As famílias transforma-se, novas famílias se formam, os costumes adaptam-se e a vida flúi…

Este Natal vai ser diferente e vai ser Bom… Espero que o vosso também…
Feliz Natal…. Sejam felizes, sempre ;)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Numa outra vida sentamo-nos e falamos…

Em todos os momentos da nossa vida há coisas que ficam por dizer e por fazer. Por mais que nos esforcemos para alcançar todas as metas, as 24 horas de cada dia, 365 dias de cada ano, limitam a nossa acção. Mais dias e horas existissem e mais metas seriam traçadas, pelo que é uma característica do Homem estar insatisfeito.

Regra geral só deixo por dizer o tipo de coisas que não acrestam nada ou que podem ferir as pessoas. Tempos houve em que falava antes de pensar e embora isso ainda aconteça, evito. As palavras ditas não podem ser retiradas, não podem apagar-se com uma borracha e não há forma de as fazermos esquecer, por mais que nos venhamos a arrepender. Assim, evito, sempre que consigo pensar antes de abrir a boca, dizer coisas de que me posso vir a arrepender, coisas que são ditas no calor de uma discussão, palavras amargas. Até porque me custa horrores admitir que errei (embora o faça sempre que percebo que assim foi) e como tal, é muito mais fácil não errar.

Não quero com isto parecer arrogante. É óbvio que todas as pessoas falham em algum momento, com os outros e consigo mesmas mas não é isso que está em causa.

Sendo certo que por vezes é melhor estar calado, não o é menos que não nos devemos arrepender daquilo que deixamos de fazer mas antes do que foi feito… Pelo menos desse modo saberemos os motivos do arrependimento em vez de vivermos na dúvida esmagadora, na incerteza, mergulhados em “porquês” e “ses”.

Será que vale a pena pensarmos que todos os problemas se falam e resolvem numa outra vida? Será que é justo para connosco e com os outros acreditarmos que teremos oportunidade de ter no “Além” todas as conversas que ficaram por ter neste mundo terreno que conhecemos?

Imagino que para quem não acredita nestas coisas o meu discurso tenha agora começado a parecer estranho e inadequado mas até para mim, que dou o beneficio da dúvida às questões do oculto e do desconhecido, me parece injusto contarmos com esse “prolongamento” para resolver a “partida”.

É certo que devemos medir algumas palavras mas não devemos adiar todas as conversas para depois só porque são díficeis, só porque temos receio de nos expôr ou de ser expostos. Só porque podemos revelar a existência de sentimentos… Tudo isto é humano e quem sabe se existirá ou não um depois, se haverá algo mais.

Noutra vida sentamo-nos e conversamos… Ou não. E se as palavras que ficam por dizer nos impedirem de viver em paz, de morrer em paz? E se depois das pessoas partirem, as palavras não ditas continuarem na nossa mente, como espada pesada que pende sobre a consciência de quem continua por cá?

Haverá um depois? Haverá um Paraíso, Hades ou qualquer outro local do nosso imaginário? Haverá uma outra vida depois desta? Talvez… Ou talvez não… Mas viver com a dúvida é a pior sensação por isso talvez não valha a pena arriscar.


Pelo sim pelo não, deixo tudo resolvido neste Mundo que conheço.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

É bom provocar sorrisos...

É bom fazer os outros felizes e não é preciso nenhum motivo em especial para o fazer. Às vezes existem situações que potenciam essa felicidade mas na maioria dos casos apenas se faz, porque sim! E se desde sempre nos ensinam que “porque sim” não é resposta, neste caso é mesmo “A” única resposta.

Existem pessoas, em toda a parte, de todas as cores, formatos e feitios, que se regozijam com o mal alheio e isto é algo que me deixa perplexa, pois não consigo encontrar em tais sentimentos qualquer fonte de proveito.

Fazer ou desejar mal a outro ser… Como pode tal coisa fazer-nos felizes?

Eu fico feliz quando consigo ajudar alguém a sorrir, quando sou capaz de levantar a auto-estima de um amigo, quando faço uma surpresa a outra pessoa e recebo em troca um sorriso sincero… Feliz!

Todos os dias lidamos com situações menos favoráveis, por vezes temos que transmitir às pessoas noticias que as deixam menos bem… Isto faz parte do dia-a-dia, do trabalho de cada um… Mas na nossa vida pessoal, não podemos fazer das outras pessoas escadas para o sucesso, nem desejar-lhes mal só porque sim, apenas porque faz ou tem alguma coisa melhor e isso não pode ser… Claro que pode ser e ainda bem que é. Só temos que lutar para conseguir igual, se é isso que queremos. O pior é mesmo quando nem queremos nada, apenas não queremos que os outros tenham ou façam ou vivam…

Enfim… Nada mais é que um desabafo, este texto. Um desabafo sobre a selva do dia-a-dia neste Universo cada vez mais feroz e menos civilizado. Uma divagação sobre o ser humano deste século e dos sentimentos que vem na sequência de uma surpresa que fiz, recentemente, a uma pessoa muito querida.

É bom provocar sorrisos de felicidade…

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Obrigada Umbigo*

Depois de mais de um aninho de existência e de muitas palavras, pensamentos, considerações e afins debitadas, heis que a "Alegria" é premiada.

Pois é, recebe o prémio Dardos, atribuido pelo "Meu Umbigo" e que me deixa muito orgulhosa.



E a recepção deste prémio dita que:
"O Prémio Dardos reconhece o valor de cada blogger ao transmitir valores culturais, éticos, literários ou pessoais e que de alguma forma demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto naquilo que escrevem. Por outro lado, esta é também uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

"Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:
1 - Exibir a imagem; 2 - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio; 3 - Escolher quinze outros blogs aos quais entregar o Prémio Dardos."
Agradeço à Pips e Fifs este miminho, pois sabe muito bem o reconhecimento dos amigos que nos lêem. É bom perceber que conseguimos transmitir algo de positivo e enriquecedor... Obrigada pelos "Dardos" e por me lerem.

Não conseguirei eleger quinze premiados porque não sou uma Blogger tão assídua quanto gostaria mas vou nomear aqueles que espreito com maior regularidade, que me dizem algo e que posso, com sinceridade e certeza, aqui referir...



Os Troilius - http://troiliu.blogspot.com/

Eu e o Meu Umbigo - http://eueomeumbigo.blogspot.com/ (e não apenas em retribuição!)

Carlos Rangel - http://cassurdio.blogspot.com/

Orfeu Enamorado - http://orfeuenamorado.blogspot.com/

Relax Live Life - http://relaxlivelife.blogspot.com/

Existências Momentâneas - http://existenciasmomentaneas.blogspot.com/



Uma beijoca a todos e continuem a escrever, sempre mais e melhor!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

I'm so proud.... (*)

Quando criei este Blog, disse a todos e a mim mesma que só seriam aqui publicados textos da minha autoria. Porque gosto de escrever, porque a escrita me liberta e me faz bem. É um espaço meu, não partilhado... Enquanto estou a escrever, estou num mundo privado. Claro que para isso não preciso de um Blog, poderia fazê-lo apenas para mim e guardá-lo. Mas passado esse momento a sós comigo, gosto de o partilhar, gosto que me leiam e opinem. As criticas ajudam-nos a evoluir, a querer mais, a ser mais exigentes connosco.

Contudo, há uns dias recebi um texto que me deixou sem palavras, que não sendo meu, o senti como uma parte de mim... Fiquei a olhar para o ecrã, de lágrimas nos olhos e sem palavras. Não é um texto triste, nada disso. Mas fiquei tão orgulhosa que toda a emoção quis sair olhos fora, já que a boca estava muda...


"Um caracol diferente

Como todas as histórias começam, era uma vez, um caracol chamado Joca que era muito diferente dos outros caracóis.

Joca tinha várias qualidades tais como: era um grande poeta, sabia andar de skate, tocava saxofone, sabia falar cinco línguas…
Ele era considerado o mestre da Caracolândia, sim, é claro que com aquela inteligência toda ele era professor de educação física, de língua portuguesa, de música e de matemática.
O caracol tinha uma família muito grande, composta por oito membros que eram: o pai TSF, a mãe rádio Comercial, o irmão RFM e a irmã Mega FM, os avós M80 e os tios Cidade FM.
Certo dia, no intervalo dos alunos de Joca, um dos alunos tinha sido capturado pelo malvado, Imperador Gafanhoto. Estavam todos muito preocupados com o pobre caracol, então uniram-se e foram à sua procura.
Eles percorreram riachos a surfar em folhas, treparam por pedras gigantes, enfrentaram lagartas, vespas…
Quando chegaram à Gafanhotãndia, viram centenas de insectos presos em gaiolas de paus! Ai ainda ficaram mais assustados, mas não perderam a coragem. A chave das gaiolas estava com o Imperador Gafanhoto, então Joca decidiu que ele é que o iria enfrentar. Os outros caracóis combateram com os outros gafanhotos. Vocês deviam ver: eram antenas para ali, ranho para acolá…
O combate já tinha acabado, e os caracóis tinham ganho! Joca tinha vencido o Imperador Gafanhoto com o seu golpe especial de KungFu.
Mal acabou aquela confusão, Joca pegou nas chaves e foi libertar todos os insectos, e o seu aluno caracol.
A partir desse dia, tudo voltou ao normal e todos os insectos ficaram em paz."

O Ricardo é o meu sobrinho mais velho e tem apenas 9 anos. O tema não lhe foi proposto pela professora nem sequer foi um trabalho da escola. Ele escreveu-o porque lhe apeteceu escrever e é tudo fruto da sua imaginação.
Se calhar para qualquer pessoa parecerá um texto comum mas para mim é um sinal de que o meu piolho está crescido e gosta de coisas que eu gosto... Deixou-me orgulhosa e sem palavras, pela qualidade do texto, pela farta imaginação, por tudo e por mais qualquer coisa que não consigo ainda exprimir. Mas se calhar sou suspeita para fazer essas considerações...

Obrigada por me deixarem partilhar este momento convosco :) Bom Dia Alegria!