Há momentos que nos mudam de forma permanente e incontornável, já várias vezes o referi porque sei que é assim, porque já o senti na pele, porque já o vivi. Cada um desses momentos altera a nossa forma de encarar a vida na medida da sua gravidade, das consequências que tem para nós, na mudança dos nossos hábitos, daquilo que temos como garantido. A doença, os desamores, os desencontros, todas as formas de perda, os sonhos que vemos destruídos, a falta de rumo, tudo nos faz ver que a vida nem sempre é como queremos, que o tempo de que dispomos não é ilimitado e que o melhor é não perder tempo com pequenos nadas porque um dia tudo muda e a oportunidade de fazermos, de realizarmos, de construirmos os nossos sonhos, pode desvanecer-se sem pré-aviso.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Um dia de cada vez...
Há momentos que nos mudam de forma permanente e incontornável, já várias vezes o referi porque sei que é assim, porque já o senti na pele, porque já o vivi. Cada um desses momentos altera a nossa forma de encarar a vida na medida da sua gravidade, das consequências que tem para nós, na mudança dos nossos hábitos, daquilo que temos como garantido. A doença, os desamores, os desencontros, todas as formas de perda, os sonhos que vemos destruídos, a falta de rumo, tudo nos faz ver que a vida nem sempre é como queremos, que o tempo de que dispomos não é ilimitado e que o melhor é não perder tempo com pequenos nadas porque um dia tudo muda e a oportunidade de fazermos, de realizarmos, de construirmos os nossos sonhos, pode desvanecer-se sem pré-aviso.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Quanto custa dizer Adeus…
Hoje o meu dia foi longo e dificil, o meu mundo ficou mais pobre e não me apetece dormir. Sinto-me exausta e não tenho vontade de falar, nem ouvir, nem escrever… Mas tenho que escrever, desabafar e no papel é tão mais fácil.Hoje a alegria esmureceu, baixou as orelhas e não quer sorrir. Hoje as gotas que transbordam dos meus olhos não são de felicidade. Hoje, 2 de Fevereiro de 2009, foi o fim de um ciclo mal acabado que nunca poderei concertar. Hoje… Hoje… não tenho metáforas que me confortem, não tenho hipérboles que me traduzam a alma, não há figuras de estilo suficientes para explicar o que estou a sentir. Nem eu sei, nem eu consigo.
Para quem me conhece, para quem conhece a minha história, poderá parecer hipócrita, falso, vazio… A verdade é que eu própria não podia imaginar que quando o dia chegasse ia doer assim… A certeza de o não ver, nunca mais, de não ter respostas, de não poder sequer despedir-me, a incerteza do teu destino, o não saber o que fazer, como agir, a tristeza de te saber sozinho entre estranhos, abandonado nesta última etápa… Não posso explicar nem posso pedir que alguém me compreenda, só sei sentir.
Todas as palavras que agora possa escrever, me parecem vagas, sem conteúdo. Escrevo apenas para tentar aliviar um pouco este peso que sinto em mim. Gostava de saber se leste as minhas palavras para ti, se algum dia, onde quer que estejas, poderás ler estas, gostava de saber se compreendeste o que disse, se ficaste em paz… Gostava da certeza de que existe algo mais, além desta vida. A certeza de que um dia poderemos sentar-nos os dois e falar sobre tudo e sobre nada. Tu voltas a sentar-me no teu colo, apagas todas as minhas memórias e recomeçamos a nossa história. Gostava de ter certezas, gostava de ouvir a tua voz uma última vez, gostava de ter dito adeus, apesar de detestar e evitar despedidas… Agora restam-me estas linhas que te escrevo porque é a única coisa que sei fazer, a única coisa que me sai directamente da alma… Gostava de te ter escrito mais, mesmo achando que a maior parte das vezes não merecias. Mas quem sou eu para julgar?! Se pudesse voltar atrás não perderia a oportunidade de o fazer, fosses merecedor ou não. Mas agora é tarde e resta-me a esperança de que tu possas estar a ver-me de alguma parte, que consigas ler e que partas com a certeza que, apesar de tudo, nunca deixei de te amar, nunca deixei de ser o teu “porta-chaves”. Apenas cresci e a vida fez-me criar demasiadas defesas… Demasiadas!
Talvez te volte a escrever, na esperança que agora tomes conta de nós, de mim, que me leias e me vigies… Sim, talvez te volte a escrever mas agora já não tenho mais palavras, já não tenho mais fôlego e ardem-me os olhos… Adeus Pai! Até Sempre…
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Miminhos :)
Bem, como não podia deixar de ser, o desafio tem regras e os mimos devem ser passados...
- Exibir a imagem do selo; (check)
- Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação; (check)
- Escolher cinco blogs a quem entregar este Prémio...
E quanto a este último ponto e embora cinco me pareça um número reduzido para o efeito, aqui ficam os felizes contemplados...
E claro, a retribuição deste mimo à Sílvia!
Os que não estão aqui mencionados, saibam que se os visito é porque também gosto de vocês!
Aos "premiados", espero que fiquem contentes - como eu fiquei - e que continuem a ser como são e a escrever sempre mais e melhor!
Beijocas a todos*
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Desafio...
O desafio é engraçado e vão ver que depois de começarem a escrever, 8 desejos vão parecer um número muito limitado. Espero que gostem boa escrita!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
“The winner takes it all”
Para mim vencer é sentir-me feliz, é ter coragem para continuar mesmo depois da batalha que se perde, é continuar a sorrir quando a vida nos faz chorar. Para mim o que nos faz vencedores é aquilo que somos enquanto pessoas, o que guardamos no coração, a matéria de que somos feitos. Para mim os papeis alteram-se constantemente mas não há vencidos, a menos que desistam de viver. Mas podemos ser vencedores, das nossas lutas interiores ou de qualquer outra batalha que nos proponhamos. Mesmo quando uma batalha se perde não somos vencidos porque a guerra continua para além dos pequenos conflitos. O importante é como os enfrentamos, como sobrevivemos a eles e o que fazemos com cada novo dia.
The Winner Takes It All… Neste novo ano eu quero ser vencedora de mais 365 batalhas que já começaram e estão para durar. Este ano quero um recomeço para mim e para o meu pequeno mundo. Quero continuar a sorrir, mesmo quando os motivos não pareçam existir e quero ver os meus sonhos em prática. Este ano quero tudo o que ainda não vivi mas sem pressas. Este ano quero vive-lo como se não houvesse outro com a certeza, porém, de que muitos mais virão.
Não são resoluções de um novo ano mas antes o sonho de uma vida que precisa ser alimentado, regado, cuidado. Apenas o sonho de muitas vidas, de todas as vidas… Ser feliz e não deixar nada por fazer! Um dia, quando olhar para trás, num fim de ano qualquer, quando parar para pensar na vida passada, quero sorrir com ternura e dizer confiante que tudo foi como devia ter sido, no momento em que devia ter sido. Contratempos… Todos enfrentamos alguns. Desilusões, perdas, saudades, tristezas… o chão que tantas vezes nos foge debaixo dos pés, o céu que não menos frequentemente parece desabar sobre as nossas cabeças, a certeza de que fizemos tudo certo mas tudo corre mal… Todos já experimentamos esses sentimentos e sei, com certeza, que voltarei a experiência-los. Tudo isso importa menos se conseguirmos medir a importância da nossa existência, se pensarmos que temos apenas uma oportunidade para viver bem e que a passagem é curta, rápida.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Às vezes lágrimas não são pesar e saudade não é tristeza…
Chegou aquela altura do ano em que o frio nos gela a ponta do nariz, o vento nos corta a pele e a manta sabe bem. Chegou aquela altura do ano em que apetece estar à lareira, mesmo quando não se tem, em que é bom estar em casa e ver a chuva a bater-nos na janela ou andar na rua quando está sol. Eu gosto de andar na rua quando está sol e frio, sabe-me bem!Eu gosto do Natal… Fico sempre um pouco nostálgica, com a "lagriminha" no canto do olho por tudo e por quase nada. As saudades de quem já não tenho no meu Natal apertam-me um bocadinho o coração mas felizmente a vida vai-se encarregando de colocar outras no nosso caminho, que nos fazem continuar a sorrir.
Este Natal vai ser diferente para mim… já muitos o foram, uns para melhor outros mais tristonhos… Este marca o inicio de uma nova jornada, de uma responsabilidade acrescida. Foi um ano de mudanças que agora vemos reflectidas… As famílias transforma-se, novas famílias se formam, os costumes adaptam-se e a vida flúi…
Este Natal vai ser diferente e vai ser Bom… Espero que o vosso também…
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Numa outra vida sentamo-nos e falamos…
Regra geral só deixo por dizer o tipo de coisas que não acrestam nada ou que podem ferir as pessoas. Tempos houve em que falava antes de pensar e embora isso ainda aconteça, evito. As palavras ditas não podem ser retiradas, não podem apagar-se com uma borracha e não há forma de as fazermos esquecer, por mais que nos venhamos a arrepender. Assim, evito, sempre que consigo pensar antes de abrir a boca, dizer coisas de que me posso vir a arrepender, coisas que são ditas no calor de uma discussão, palavras amargas. Até porque me custa horrores admitir que errei (embora o faça sempre que percebo que assim foi) e como tal, é muito mais fácil não errar.
Não quero com isto parecer arrogante. É óbvio que todas as pessoas falham em algum momento, com os outros e consigo mesmas mas não é isso que está em causa.
Sendo certo que por vezes é melhor estar calado, não o é menos que não nos devemos arrepender daquilo que deixamos de fazer mas antes do que foi feito… Pelo menos desse modo saberemos os motivos do arrependimento em vez de vivermos na dúvida esmagadora, na incerteza, mergulhados em “porquês” e “ses”.
Será que vale a pena pensarmos que todos os problemas se falam e resolvem numa outra vida? Será que é justo para connosco e com os outros acreditarmos que teremos oportunidade de ter no “Além” todas as conversas que ficaram por ter neste mundo terreno que conhecemos?
Imagino que para quem não acredita nestas coisas o meu discurso tenha agora começado a parecer estranho e inadequado mas até para mim, que dou o beneficio da dúvida às questões do oculto e do desconhecido, me parece injusto contarmos com esse “prolongamento” para resolver a “partida”.
É certo que devemos medir algumas palavras mas não devemos adiar todas as conversas para depois só porque são díficeis, só porque temos receio de nos expôr ou de ser expostos. Só porque podemos revelar a existência de sentimentos… Tudo isto é humano e quem sabe se existirá ou não um depois, se haverá algo mais.
Noutra vida sentamo-nos e conversamos… Ou não. E se as palavras que ficam por dizer nos impedirem de viver em paz, de morrer em paz? E se depois das pessoas partirem, as palavras não ditas continuarem na nossa mente, como espada pesada que pende sobre a consciência de quem continua por cá?
Haverá um depois? Haverá um Paraíso, Hades ou qualquer outro local do nosso imaginário? Haverá uma outra vida depois desta? Talvez… Ou talvez não… Mas viver com a dúvida é a pior sensação por isso talvez não valha a pena arriscar.
Pelo sim pelo não, deixo tudo resolvido neste Mundo que conheço.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
É bom provocar sorrisos...
Existem pessoas, em toda a parte, de todas as cores, formatos e feitios, que se regozijam com o mal alheio e isto é algo que me deixa perplexa, pois não consigo encontrar em tais sentimentos qualquer fonte de proveito.
Fazer ou desejar mal a outro ser… Como pode tal coisa fazer-nos felizes?
Eu fico feliz quando consigo ajudar alguém a sorrir, quando sou capaz de levantar a auto-estima de um amigo, quando faço uma surpresa a outra pessoa e recebo em troca um sorriso sincero… Feliz!
Todos os dias lidamos com situações menos favoráveis, por vezes temos que transmitir às pessoas noticias que as deixam menos bem… Isto faz parte do dia-a-dia, do trabalho de cada um… Mas na nossa vida pessoal, não podemos fazer das outras pessoas escadas para o sucesso, nem desejar-lhes mal só porque sim, apenas porque faz ou tem alguma coisa melhor e isso não pode ser… Claro que pode ser e ainda bem que é. Só temos que lutar para conseguir igual, se é isso que queremos. O pior é mesmo quando nem queremos nada, apenas não queremos que os outros tenham ou façam ou vivam…
Enfim… Nada mais é que um desabafo, este texto. Um desabafo sobre a selva do dia-a-dia neste Universo cada vez mais feroz e menos civilizado. Uma divagação sobre o ser humano deste século e dos sentimentos que vem na sequência de uma surpresa que fiz, recentemente, a uma pessoa muito querida.
É bom provocar sorrisos de felicidade…
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Obrigada Umbigo*

"Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:
1 - Exibir a imagem; 2 - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio; 3 - Escolher quinze outros blogs aos quais entregar o Prémio Dardos."
Não conseguirei eleger quinze premiados porque não sou uma Blogger tão assídua quanto gostaria mas vou nomear aqueles que espreito com maior regularidade, que me dizem algo e que posso, com sinceridade e certeza, aqui referir...
Os Troilius - http://troiliu.blogspot.com/
Eu e o Meu Umbigo - http://eueomeumbigo.blogspot.com/ (e não apenas em retribuição!)
Carlos Rangel - http://cassurdio.blogspot.com/
Orfeu Enamorado - http://orfeuenamorado.blogspot.com/
Relax Live Life - http://relaxlivelife.blogspot.com/
Existências Momentâneas - http://existenciasmomentaneas.blogspot.com/
Uma beijoca a todos e continuem a escrever, sempre mais e melhor!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
I'm so proud.... (*)
Como todas as histórias começam, era uma vez, um caracol chamado Joca que era muito diferente dos outros caracóis.
Joca tinha várias qualidades tais como: era um grande poeta, sabia andar de skate, tocava saxofone, sabia falar cinco línguas…