Há momentos na vida em que duvidamos de nós e dos outros, duvidamos das possibilidades de ser feliz, julgamos que o mundo conspira contra nós. E há momentos em que tudo isto é mesmo verdade… Pelo menos para nós.
Há momentos na vida em que a esperança esmorece e o Sol não brilha… Vemo-nos sem caminho a seguir, nem para onde voltar… Há momentos na vida em que achamos que a vida não é bela, não é boa para se viver… Há momentos na vida em que nos perdemos de nós e do mundo, em que temos vontade de desistir, de parar de lutar… Há momentos na vida em que, depois de tantas quedas, de tantos recomeços, de novos tombos, já não nos queremos levantar… Temos medo de voltar a cair, temos receio de que a cada queda a dor seja mais intensa… Temos medo de quebrar! Há momentos na vida em que a vida não nos sorri e nós deixamos de conseguir sorrir para ela… Há momentos na vida em que nos secam os olhos e não conseguimos jorrar uma só lágrima… Há momentos em que tudo o que queremos é chorar a sós com a nossa dor… Há momentos de angustia, de perda, de corações partidos, de esperanças golpeadas, de partidas e chegadas, de ilusões criadas e sonhos desfeitos… Há momentos na vida em que não conseguimos encontrar razões para sair da cama a cada novo dia que começa… Momentos em que nos sentimos traídos, fragilizados, sem forças ou dormentes… Há momentos na vida que parecem uma vida inteira…
Quando já não conseguimos acordar… Quando já não conseguimos rir… Quando já não encontramos motivos para continuar a sonhar, a acreditar, a respirar, são os momentos que nos esboçaram sorrisos, que nos aqueceram a alma e o corpo, que um dia nos fizeram lutar… São estes momentos – muitos ou poucos – que nos dão força… É a capacidade (que só se aprende com a experiência, a desilusão, os altos e baixos) de guardar apenas as recordações felizes, os pequenos nadas que em algum momento representaram tudo, as gargalhadas partilhadas, a capacidade de aprender sempre algo com tudo e com todas as pessoas que cruzam o nosso destino… Porque é sempre possível aprender, porque nunca tudo é mau, porque se não houvesse aspectos positivos nós não continuaríamos a tentar, a viver uma mesma experiência… Porque tudo tem um lado positivo, por mais cliché que possa soar!
Existem pessoas que se desiludem mais e outras menos, existem pessoas que não se desiludem de todo porque não tentam e outras que encontram a “cara-metade” (seja lá o que isso for) à primeira investida… Eu acho que já passei por todas as fases, por todos os momentos… Excepto aqueles que farão parte de outras etapas da própria vida… Já cai muitas vezes e das mais variadas formas mas levantei-me sempre… Já houve momentos em que quis não existir, já houve momentos em que achei que nunca nada ia dar certo, já houve momentos em que não quis sair da cama, muitas manhãs em que não conseguia pensar em nenhuma razão para enfrentar mais um dia… Já houve momentos em que perdi amigos, família, saúde e amores… Momentos de ruptura, momentos de desilusão, de dúvida, de incerteza, de dor… Já houve momentos em que não tinha lágrimas para chorar e outros em que tudo eram lágrimas… Mas sempre me levantei… Quando somos mais novos custa muito erguer-nos após uma queda, depois vamos aprendendo e torna-se mais fácil… Mas nunca se aprende completamente… Há sempre algo ou alguém capaz de nos fazer sentir as inseguranças dos 16 anos… Não sei como será depois, quando os anos forem passando… Não sei se a esperança aumenta ou se esvai com a idade mas acredito que me vou sempre levantar após cada tombo… Acredito porque aprendi ao longo destes anos que já passaram que o importante é manter o coração limpo, a alma livre e o espírito aberto… O importante é não guardar rancores de nada nem de ninguém… Sempre vão existir obstáculos no caminho e pessoas que nos vão desiludir… O importante é aprender com cada má experiência e guardar muito bem as coisas boas que vão acontecendo… Quando alguém nos faz muito bem e, ao mesmo tempo, muito mal, é preciso pesar sorrisos e lágrimas e ver se vale a pena… É preciso saber quando devemos deixar de tentar… E quando isso acontece, é preciso ainda saber fazer as malas apenas com o que de bom restou e o que de bom existiu… O resto o tempo não cura mas ajuda muito.
E também é natural ter medo… O medo é próprio do Homem… É natural ter medo de voltar a sofrer, de voltar a perder… Mas o medo, embora bom, não nos deve impedir de avançar… E é isso que agora faço. É bom parar um minuto, um ano, dois anos… o tempo que o nosso coração pedir… Mas chega o momento (e às vezes pensamos que não mas ele sempre chega) em que é preciso fazer alguma coisa com a vida que falta viver… Nessa altura é preciso mais uma dose de coragem, mais um “respira fundo”, é preciso voltar a acreditar, voltar a confiar, voltar a tentar… E, mais cedo ou mais tarde, conseguimos. E as memórias não ficam no passado… Nada disso! As memórias acompanham-nos a vida toda! E não, não podemos esperar que os outros sejam exactamente aquilo que idealizamos, não podemos pensar que vamos encontrar ao longo do caminho, pessoas iguais… Cada ser humano é único e nada se repete… Mas aprendemos que cada etapa deve ser desfrutada ao máximo, que não podemos estagnar, que as rupturas acontecem sempre por uma razão (mesmo quando não sabemos qual… mesmo que nunca venhamos a saber…) e que a vida continua… E é muito, muito curta… E que passa mais depressa a cada ano… E que um dia – não tão distante como podemos julgar – olhamos para trás e não há nada para recordar… E que um dia – quando menos esperamos – já não estamos cá. E a vida não se repete, não nos permite usar lápis e borracha… Aquilo que vamos escrevendo não se apaga… Apenas podemos colocar um ponto final ou umas reticências e mudar de linha!
Depois de muitas dúvidas, depois de muitas hesitações, depois de muitos momentos a sós comigo, depois de viver um dia de cada vez, durante muitos dias, depois de muito adiar a minha vida… Decidi que era tempo de voltar a fazer planos. Posso não conseguir, ainda, fazer planos a longo prazo – porque ainda estou a reaprender a caminhar – mas vou fazendo o que consigo e vou tendo quem me acompanhe nestas pequenas passadas… Adiante novas estradas de vão desenhando, novos projectos, novas barreiras para vencer, novos desafios… Sempre com a certeza que, se cair… Vou ser capaz de me levantar… A tudo o que passou, até sempre… E ao futuro – tão próximo – Bem vindo!
Os ciclos sucedem-se, em catadupa e fazemos desta época o fim de cada um… Por vezes existem ciclos intermédios, com princípios e fins intermédios mas este, este é o grande “finale”!
A maioria das pessoas já começou há meses, ou pelo menos, semanas a preparar o grande dia ou noite e aguardam-na ansiosamente. E não foi por acaso que disse “a maioria das pessoas” mas sim porque não me posso incluir neste grupo festivo…
Este ano acordei muito tarde para o facto de ter o Natal à porta e tive que fazer as compras em tempo recorde mas continuo totalmente adormecida para o facto de ser “Fim de Ano”… Será que não quero que acabe? 2007 não foi assim tão bom… Ou será um receio inconsciente do inesperado, da mudança? Certamente que qualquer psicólogo encontraria uma razão para tudo isto, um trauma ou qualquer outro derivado mas eu não tenho explicação. Não sou grande fã de fazer festas de arromba porque, para mim, são sempre épocas nostálgicas… Não fico triste e até gosto muito de ver o brilho nos olhos das crianças, os sorrisos de quem recebe uma prenda de que gosta… Mas sinto sempre falta de quem já não está presente e outrora esteve. E se noutras alturas do ano me lembro delas (porque nunca se esquecem) mas consigo pegar no “balãozinho” da imaginação (qual banda desenhada) e furá-lo, fazendo-o em mil bolas de sabão, nesta data não e a saudade aperta um bocadinho mais.
Além disso esta é a época das hipocrisias quando deveria ser da sinceridade… Fingimos gostar de certas prendas porque fica bem, fingimos gostar da presença de certas pessoas que só aparecem nesta altura do ano porque fica bem, fingimos sorrisos, fingimos sentimentos… Para quem não consegue fingir é ainda mais complicado porque faz o papel de rena má (que tantas vezes já me assentou que nem uma luva) e assume lugar de destaque na “cruz”! Este ano o Natal foi pacifico, com menos gente do que já foi (uns porque já não estão nesta vida, outros porque se alheiam dela) mas sincero e isso soube muito bem. O Ano Novo quem sabe como será… Não há planos nem ideias… Existem sim resoluções de fim de ano que irão cumprir-se, com ou sem festa e existe amor no coração e paz de espírito para dar a quem estiver por perto… Que o ano que aí vem seja de sorrisos sinceros, olhares verdadeiros, corações puros, que seja de alegrias e não de perdas, que seja feliz e que tenhamos a capacidade de encontrar essa felicidade nas mais pequenas coisas e nos mais pequenos gestos…
Anjos caídos, perdidos, roubados...
Anjos alheios, sem alma, sem céu...
Anjos negros, de aço mas ainda assim, Anjos...
Grandiosos, inspiradores, esperançosos...
Ainda anjos, ainda amor, ainda arte...
Há dias, como hoje, em que me sinto “dormente”… Não porque uma mão ficou toda a noite entalada entre colchão e almofadas mas uma “dormência” geral… Não consigo definir este sentimento que com maior ou menor frequência, me assola. Julgo que estar em stand-by deve ser mais ou menos isto… Como se uma força nocturna nos roubasse toda a energia e deixasse assim… Apáticos, alheios, distantes. Passo pelo dia como se não fizesse parte dele e nem sei porque passo. É um daqueles dias para não sair da cama mas como a sociedade nos exige que estejamos sempre apostos, ainda que não estejamos num dia “social”, aqui estou… A olhar para o computador como se de uma tela branca se tratasse. Ou não… Numa tela branca ainda poderia divagar entre as várias cores da minha paleta, dar-lhes forma, dar-lhes corpo… Não precisaria de mais do que um qualquer pensamento abstracto e um pincel… Aqui estou confinada à apatia dos papeis, à frieza das paredes brancas que me cercam, aos “cliques” sem melodia que o teclado vai emitindo à passagem dos meus dedos.
Nestes momentos deveríamos ter a possibilidade de fechar a porta, ir embora, não querer saber, não atender o telemóvel, conduzir sem pensar, até à praia mais próxima, correr para a beira-mar e ali ficar… Ainda alheia e distante mas calma e pensativa… Pensar é bom e o mar acalma-me o espírito e o corpo… Deixa-me alheia sim mas da vida diária, nem sempre tão motivadora como gostaríamos ou tão garrida como sonhamos. E por isso é bom… pensar, sonhar, divagar e esquecer, ainda que por segundos, o dia-a-dia sempre agitado, apressado e sem tempo que nos impele para futuros que não escolhemos, apenas se foram desenhando, como que com vida própria e sem consentimento expresso de quem tem que os viver!
Hoje é um desses dias em que dava tudo para estar a sós comigo e com o bater das ondas, para esquecer a rotina e viver os sonhos… Para me deixar estar numa qualquer esplanada, com o sol a bater-me na cara e o cheiro a mar!
Ao longe um som que não sei se ouço ou imagino… Aqui o silêncio.
Num deserto apagado sinto o cheiro a maresia que invade cada poro do meu corpo. O caminho está esbatido, talvez por uma tempestade de areia e não consigo encontrar um trilho para seguir. Os passos que já dei não deixaram pegadas. Percebo que apenas conheço o preciso momento em que me encontro… Nada existe para trás… Nada vejo adiante.
Sem passado nem futuro, continuo nesta estrada inexistente que me leva a lado algum… Podia parar aqui! Ficar à espera que alguém passasse e me indicasse um caminho mas aqui não há nada e se parar morro um pouco mais.
O calor turva-me a visão e o percurso não tem fim… A única meta é viver e entre picadas de escorpião, tempestades e delírios, tenho conseguido.
Aqui não existem guias nem mapas, não há postos de informação nem transeuntes a cada esquina, prontos a informar. Aqui existem marcos que se encontram na passagem… Por vezes não os vemos logo porque estão ocultos ou porque julgamos não serem reais… Mas existem e aumentam as nossas hipóteses de alcançar a meta… E qualquer coisa pode ser um marco… se ao menos conseguíssemos ver! Frequentemente estamos tão concentrados naquilo que passou e no que vem pela frente (ora se não temos passado nem futuro… pobres tolos!) que não conseguimos valorizar as pequenas coisas que nos surgem no caminho… E perdemos a possibilidade de chegar à meta, porque procuramos algo grande, visivelmente útil, quando apenas precisávamos de um cantil de água, mesmo que pequenino, para conseguir aguentar até ao fim da jornada.10.08.2007, kel.
A minha vida, um rascunho de mim… Um esboço dos caminhos que não tracei, dos trilhos que deixei de percorrer, das muitas vidas que não vivi… De tantas outras que ainda respiro.
A minha vida, a procura constante do equilíbrio que tarda em chegar, do sorriso que esmorece na rebentação das ondas do mar, da brisa que não corre, da felicidade que se perdeu numa das outras vidas que não vivi…
A minha vida, um mar flamejante de inconstância e dúvida… De traços e rabiscos que faço e logo apago, de quadros inacabados, de linhas curvas que desaparecem sob gotas de chuva ao Sol de Verão.
A minha vida, lágrimas que caem dentro da alma que deixei fugir… Tumultos de paz que não alcanço, de respostas de não encontro, de luas que não brilham.
A minha vida, um sono profundo que logo desperta… Um acordar para a profundidade do desconhecimento absoluto daquilo que nem sei se existe.
A minha vida, a solidão entre as gentes, uma onda de calor em terras gélidas, um olhar longínquo em olhos que não se abriram.
A minha vida é uma permanente inquietude sem resposta… Um sonho que nunca foi… Um sorriso que não sorriu… Uma calma de guerra… Um Sol que não chegou a nascer… Uma onda num mar calmo… A minha vida!
Ao fundo uma bola de fogo emana luz de um vermelho alaranjado que ilumina a praia. O mar é um manto sem cor, de todas as cores e o ondular sereno das águas assemelha-se a uma melodia frágil e tranquilizante. É neste cenário que procura encontrar-se consigo próprio. No seu rosto de porcelana duas janelas de alma cor de avelã, conduzem-no pela areia macia e, talvez cansado – do corpo ou do espírito – deixa-se cair à beira mar. Inspira profundamente como se tentasse conter nos pulmões todo o aroma a maresia, toda a imagem que o cerca e onde permanece, acariciando o cabelo de oiro, num gesto de quem procura encontrar-se. É ali que se senta sempre que precisa de se sentir vivo!
De repente, uma silhueta ao longe fá-lo regressar ao passado… As curvas confundem-se com as ondas do mar, uma longa mancha negra desce sobre os seus ombros, fazendo sobressair o mar no olhar. Fecha os olhos fortemente e volta a abri-los, como que para acordar de um sonho mas a figura continua a avançar pela praia, alheia a tudo. Não era um sonho, tão pouco uma mera semelhança… O coração bate descompassado… Tantos anos depois, o que lhe diria? Teria casado? Lembrar-se-ia dele? Não sabia o que fazer! Se a deixava passar sem uma palavra ou se aproveitava aquele momento para ter outra vez vinte e dois anos! Sentia-se um garoto apaixonado, de pernas a tremer e mãos suadas e frias. Aquela podia ser a última oportunidade que teria de ver nos oceanos contidos em seu olhar, de sentir a pele que lembrava como seda… Não podia ficar ali, paralisado… Sempre de olhos postos na sua antiga paixão, avançou pela areia até que esta pousasse os olhos nele… Num momento sem tempo e sem sons, num segundo que pareceu uma vida, todo o passado voltava e o presente deixara de existir… Como se não tivesse passado um dia – quanto mais vinte anos – entregaram-se num longo e profundo abraço, deixando o mundo lá fora.
Ridículo é viver no passado, é viver de recordações, é acreditar em coisas que não existem como pertenças nossas… Ridículo é deixar de viver a vida, de aproveitar o presente para viver de coisas que foram e não mais serão… Ridículo é achar que os animais selvagens se domesticam, que as pessoas se aprisionam em gaiolas invisíveis… ridículo é viver de imitações, é não se ser genuíno, real, verdadeiro, feito de matéria e não de aparências… Ridículo é acreditarmos num mundo que só existe na nossa imaginação, é criarmos ilusões e obrigarmos, a nós e aos outros a viver nelas… Ridículo é ter medo de mudar, de arriscar, de conhecer, de viver! Ridículo é não ter vida própria, é viver à sombra de um sentimento inexistente. Ridículo é tudo aquilo que deixamos de fazer com medo de tentar, de arriscar, porque o maior risco que corremos é não fazer nada… Ridículo é perder tempo e energias a observar vidas alheias, a cobiça-las, a idealiza-las como nossas, em vez de arranjarmos uma vida só nossa… com personagens reais, com histórias reais, com sentimentos de verdade… Ridículo é viver na farsa quando podíamos viver felizes, é querermos mal aos outros quando podíamos apenas preocuparmo-nos com o nosso bem… Afinal, o quê que se lucra com o mal alheio? Ridículos são os sentimentos de perda recalcados, de piedade, de vingança, de ódio, de raiva… Porque só nos consomem energias que podíamos aplicar em coisas úteis e assim caem no vazio. Ridículo é acreditar que uma mentira pode durar para sempre e não procurar mudar o rumo do que não está bem… Por comodismo, cobiça, maldade ou por coisa nenhuma.
Ridículo é não viver porque quem pensa que “quase morreu, ainda está vivo… Mas quem julga que quase viveu, já morreu há muito”!
Carpe Diem ;)
Já não sei por onde vou… Todos os caminhos parecem turvos demais para decifrar.
Perdi-me dos sonhos em algum ponto do caminho e fiquei retida nas somas e subtracções de uma vida que corre depressa demais… Tão veloz que já não consigo acompanhá-la!
Cansada de mim, repouso sob o Sol que ilumina o dia que passa mas não a alma… Os olhos – mesmo fechados – permitem imaginar a imensa claridade ao meu redor… Sinto que se os abrir posso cegar e então deixo-me estar… Também não queria… Não quero ver mais nada! Vi tudo o que queria e também o que desejava não ter visto.
Deixo-me estar nesta indolência inquietante que me invade o corpo e entorpece os movimentos… Os membros pesam toneladas e a cabeça ficou oca! Os olhos fizeram-se oceanos e a boca um deserto… Pouco resta em meu peito que conforte… Quero deixar-me cair neste esquecimento e descansar do Mundo e das Pessoas… Só hoje… Deixar-me ficar e esquecer o que está lá fora.