quarta-feira, 15 de novembro de 2006

onde nada é o que parece, o amor deixou de ter lugar..

Existem coisas pequenas e coisas grandes… Existem grandes acontecimentos que não são mais que um instante e instantes que sentimos como infinitamente magníficos, infinitamente gigantescos… Existem pessoas que nos parecem ser e não são, existem pessoas que são sem o parecerem… Existem o Tudo e existe o Nada e entre estes dois pólos, desenrola-se a nossa vida, em complexidades e adversidades sem fim.
Há dias diziam-me que o destino existe, que todo o nosso caminho está marcado assim que nascemos ou até antes… E eu perguntava-me, como? Se tudo está em constante mudança, se cada gesto, cada passo que escolhemos dar nos pode levar por diferentes caminhos? Como, se a cada sopro de vida, a cada olhar, a cada palavra podemos estar a mudar a vida, como nesse momento a conhecemos, para sempre? E, a cada mudança, nada permanecerá igual, nem será possível voltar atrás… o Tempo não nos dá essa capacidade. De entre todos os “Milagres” humanos, o Tempo é e será sempre, aquele factor dominante que não controlamos.
Acho que nada é definitivo… A nossa vida é um amontoar de acontecimentos e sensações fugazes que ora estão, ora não estão… As pessoas vivem ao ritmo do relógio, ao ritmo do seu dia a dia, vivem de entusiasmos, de paixões de momento… E, onde nada é o que parece, o amor deixou de ter lugar. Deixamos de nos “dar ao luxo” de amar porque dá trabalho, porque não é prático e porque o hábito passou a reger tudo. Temos receio de mostrar o que nos vai na alma… Ainda um dia destes alguém me contava um grande episódio da sua vida e pude rever-me em muito do que ouvia e compreendia muito mais do que pudesse fazer perceber… Mas não me manifestei! Preferi ouvir tudo, atentamente, interiorizando cada palavra sem, contudo, me expressar ou demonstrar qualquer empatia pela situação descrita. Não é que não sintamos as coisas, apenas preferimos “fazer de conta” que não… “é mais seguro”, pensamos! “Assim não volto a cair”… Mas não caímos sempre? Não é disso feita a vida? De grandes quedas e maiores recomeços? Não é à custa de tantas “nódoas negras” que aprendemos a enfrentar o mundo? E, antes disso, a enfrentar os nossos medos, a nós próprios?
Perco-me em palavras e imagens que expressão pouco do muito que haveria para retratar… Quase como um quadro surrealista, que só quem pinta pode compreender inteiramente!

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Hoje parei para olhar a minha vida…

Paro um momento para pensar em tudo o que passou… A minha vida está tão cheia de memórias! A minha vida, que parece ainda tão curta, está repleta de lembranças, de encontros e desencontros, de pessoas que chegam e partem, que chegam e ficam… No fundo todas permanecem, em mim. Cada um deixa um pouco de si mesmo, leva um pouco de mim!
Às vezes gosto de lembrar certas coisas que passaram outras vezes, embora não queira, acontece… Há qualquer coisa, uma música, um local de passagem, um acontecimento, que faz despertar a memória… Mas às vezes custa… Custa recordar porque é sinal que passou e a saudade é das maiores dores de alma que podemos ter. Eu não tenho muitas saudades… Tenho dificuldade em ter saudade… Às vezes sinto falta de uma certa companhia ou de um certo sitio, não sei mas não é saudade porque a saudade dói e isto não… Mas por vezes tenho… Mais do que das pessoas, tenho saudades de alguns momentos felizes que vivi e que não voltarei a repetir (ainda que quisesse tentar) porque nada se repete… “A mesma água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte”… Assim é o tempo, que não nos deixa voltar atrás! No fundo nada existe, nem o presente! O passado já passou, o futuro ainda está por vir e o presente… O que é o presente senão a transformação do futuro em passado, à sua passagem por nós? Parece uma ideia complexa mas se pensarmos faz muito mais sentido do que julgamos.
Estou cansada que as pessoas entrem e saiam da minha vida, num corrupio frenético, que me tirem a paz a troco de nada, que entrem sem aviso, me queiram a todo o custo, para depois nada restar… Estou cansada do egoísmo humano com que me obrigam a viver! Queria ser um pouco mais assim, mais amarga, mais egoísta… Mas cada um é como cada qual, é o que se diz e quanto a isso, nada há a fazer… Vivo um dia de cada vez e tento valorizar o que fica… E o Sol, esse nasce todos os dias! Quanto mais não seja valorizo isso… E o mar… o som do mar… O cheiro a maresia… O mundo é bonito, se olharmos para ele de frente… Mas às vezes, como hoje, não é fácil!

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Há coisas que não se explicam, apenas acontecem...

Há coisas que não se explicam, apenas acontecem! Acontecem, crescem, absorvem-nos os pensamentos… Muitas vezes nem damos conta que algo ou alguém está, lentamente, a entrar na nossa vida, que aos poucos vai fazendo parte dela… Há pessoas que tem o dom de nos cativar, mesmo quando achamos impossível que tal aconteça… Há momentos que passam e que permanecem inesquecíveis na memória… Há tantas coisas que não temos a capacidade de explicar! Sabemos apenas que num dado momento deixamos de conseguir pensar na vida sem que aquela pessoa faça parte dela… Talvez seja o habito, ou mais uma partida do nosso cérebro mas o facto é que nos parece impossível idealizar a distancia, a ausência, a falta de ouvir aquela voz, a falta de ver o sorriso, a falta do beijo, do toque, do simples abraço… falta de olhar a Lua com essa pessoa, de ver o mar pelos olhos dela… Muitas faltas que se sentem quando nos queremos forçar a imaginar a vida sem alguém que entrou sorrateiro e sem convite e nos conquistou sem aviso prévio! Muitas faltas que antes não imaginávamos poderem existir e que agora nos parecem insuportáveis.
No fundo, a capacidade que um ser humano tem de suportar e ultrapassar a dor, seja física ou psicológica, é incomensuravelmente maior do que supomos… e na realidade tudo se supera, com maior ou menor esforço… Mas no momento em que se faz a travessia… Parece que o caminho nunca termina, que há sempre mais um obstáculo… E o pior?... O pior é a incerteza… Mas um dia tudo se faz compreender!"A vida é o que nos acontece enquanto fazemos outros planos!"

"A vida e o que nos acontece enquanto fazemos outros planos"

Estava eu quieta, num canto recôndito, a espera que a vida passasse e não me visse... Tentando conservar apenas a minha paz, o meu sossego... Esquecendo que para lá de tudo isto existe amor, emoção, existe todo um mundo de cor a minha espera! Mas eu não queria ver as cores do arco-íris, eu só queria estar muito quieta no meu pequeno mundo a espera de nada... Até que tu apareceste! Chegaste e invadiste a minha calma, tiraste-me o sono e a tranquilidade, abriste as janelas da minha alma, bem para trás para que o sol entrasse sem barreiras... Para agora fechares tudo e partires de novo para tua própria vida...
"A vida e o que nos acontece enquanto fazemos outros planos"... não há dúvida!

domingo, 8 de outubro de 2006

O Sol nasce todos os dias... ainda que não se veja

Hoje senti uma imensa vontade de escrever! A algum tempo que não o faço e então sentei-me aqui, mãos postas no teclado, olhar no monitor e.... Não consegui. Tentei, pensei, recordei, idealizei mas nada me vinha a memória... além de ti. E então desisti... Por momentos desisti... Mas rapidamente compreendi que não haveria melhor tema para escrever que Tu. O meu problema e que não sei o que dizer... Sinto que te conheço tão bem e tão pouco ao mesmo tempo. Sei que gesto vais ter e porque, conheço os teus olhos de cor e sei ler neles, conheço o toque das tuas mãos mesmo quando passamos dias sem nos ver, o sabor dos teus beijos... Mas doem-me os momentos de distancia... não só geográfica mas a frieza de certos actos... Dói-me mais porque sei porque os tens e consigo desculpa-los. Na verdade e isto que me dói... a minha capacidade de perdoar, compreender e esquecer, de passar adiante como se nada tivesse acontecido. No meio de tanto mau feitio lá tinha que arranjar espaço para isto!! Muitos dirão, talvez, que e uma virtude mas eu acho que e apenas um fardo pesado com o qual me habituei a conviver... "Perdão completo e lembrança sem dor"... e o que me aquece a alma quando penso ceder aos confrontos com a vida... E nunca cedo. Amanha será um novo dia e depois disso outro e muitos outros.... Podem não ser perfeitos mas estão repletos de vida, de cor, de esperança, de tudo aquilo que podemos descobrir, alcançar... E ainda que não devamos deixar nada para depois, sabemos que no amanha há espaço para aquilo que de facto não conseguimos ainda realizar. O mundo está sempre a girar, não podemos nos ficar parados! "E se caíres?" Levanto-me, sacudo as calcas e continuo a andar... Sem correr, pq a pressa e inimiga mas sempre sem desistir de nada! ;)

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Agora fico assim, na tua boca e esqueço que o mundo existe…


“Agora não te posso dizer nada… Agora fico só na tua boca e apago tudo o que há de feio em mim, em ti”…

Agora fico assim, na tua boca e esqueço que o mundo existe… Esqueço tudo e fico aqui… Além de nós só a areia, o mar, as estrelas… O céu está limpo e claro como na primeira noite em que os teus lábios tocaram os meus… E eu nunca mais os pude esquecer… Nós e a areia… Quais miúdos construindo castelos, assim nós construímos os nossos sonhos…
Hoje fico assim e esqueço tudo… Nada mais importa além do teu beijo, do teu toque, do teu corpo… Esqueço que amanhã poderás não estar aqui, esqueço sequer que existe amanhã… Quero apenas que este momento dure para sempre… A minha boca na tua, a tua respiração no meu ouvido… Tu, eu e o Universo que nos observa do alto, pelos olhos das estrelas… Aqui sou invencível, nada mais importa…

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Bom dia Vida...


Há dias em que por maior que o Sol esteja, parece não brilhar... Dias em que tudo acontece sem um final feliz, dias em pensamos que chove apenas em cima das nossas cabeças, dias cinzentos não porque é Inverno mas porque assim se encontra a nossa alma. Há dias em que gostavamos de ser diferentes, de mudar tudo e partir para uma nova aventura, bem diferente, bem distante... Há dias; é tudo o que se pode dizer... certos dias não nos permitem sonhar, apenas pensar e pensar e desesperar na procura de alternativas que parecem não existir... Certos dias gostavamos de desaparecer, passar longas horas à conversa com o Peter Pan, a ouvir histórias de piratas e desejando não crescer! Há dias... uns dias sorriem... uns dias choram... Uns dias sentimos força para tudo e outros queremos apenas manter a cabeça debaixo dos lençois, bem enterrada na almofada para não vermos o que neles se passa... Há dias bons e dias menos bons mas temos que viver com todos eles, pois na nossa história pessoal não é possivel saltar capitulos... Amanhã nascerá outro dia e mantemos, por isso, a esperança de que nessa altura já não choverá, que o sol volta a brilhar, também para nós.
Bom dia Vida!!!

sábado, 24 de junho de 2006

Neste Universo que nos engole...


Amigas... É dificil definir o termo, é difícil saber quem são os nossos amigos, por vezes, é difícil ser-se amigo... Reconhecemos os amigos, de entre tantos conhecidos, pelo olhar, pela palavra certa no momento certo, porque estão para nos ver em baixo mas também para nos ver no topo, porque nos estendem a mão quando precisamos e pedem a nossa quando querem levantar-se... reconhecêmo-los pela alegria de cada reencontro!
E em cada amizade, em cada passagem da vida em tudo no Universo que nos engole, existem momentos que passam, momentos que ficam, momentos que marcam... momentos de alegria, momentos de lágrimas, momentos de festa... A vida é um momento e temos que o viver a 100% porque o momento seguinte pode não existir!
Bjos a todos os meus amigos.

Única e inimitável, como qualquer outro ser humano...

Livre e prisioneira, simples e complexa, verdadeira, espontânea, extrovertida e tímida, n sou alta nem baixa, nem gorda nem magra, n sou bonita nem feia, sou branca, preta, vermelha, amarela, de todas as cores porque o coração n tem cor. Sou leve e sincera mas pesada e seria, sou distraída e atenta, sou alegre e nostálgica, sou chata, sou amiga, sou ma, sou boa, n tenho olhos castanhos nem verdes, n sou loira nem morena... Sou apenas eu!

...eu vou, eu fico, eu luto, deponho armas, eu vejo, eu fecho os olhos, eu escuto, eu ensurdeço, eu falo, eu grito, fico muda... Tenho frio, tenho calor, não tenho nada, tenho tudo, sou loira, morena, sou amarela, azul, rosa, laranja, sou de todas as cores, de todos os formatos, sou o universo que me encerra!

O destino é o resultado de um somatório de comportamentos...

Destino? O que é o destino? E será que existe mesmo? Não será apenas um aglomerado de escolhas tuas, minhas e de toda a gente? Não será o resultado desse simples somatório o destino de qualquer pessoa? O destino é feito por nós e por todos aqueles que, de algum modo, fazem parte da nossa vida... E se é verdade que certas situações nos fazem sofrer, não é menos verdade que muitas delas não podem ser evitadas... Porque nem tudo tem uma razão de ser, porque certas coisas não se escolhem, porque muitas vezes queremos culpar alguém por aquilo que nos acontece mas não há culpas a atribuir, porque simplesmente não há culpados nem inocentes.

Porém, sempre que existirem dúvidas às quais nós próprios não consigamos dar resposta devemos procurá-las junto de quem no-las possa dar e não num qualquer teclado de computador! Este é muito útil quando apenas queremos desabafar, extravasar emoções contidas ou qualquer outro sentimento de alegria ou tristeza, de frustração ou sucesso mas não nos responde de volta, não nos fala, não interage, não satisfaz as nossas inquietudes!

Procura dentro de ti as razões que te fazem sofrer e se não conseguires acalma-las, procura junto de quem te causa tal sentimento... A verdade por vezes dói, outras acalma-nos mas é sempre melhor ouvir uma verdade que dói do que uma mentira piedosa. Acima de tudo isto, procura sempre ser feliz... por ti e para ti e só depois poderás pensar nos outros e no mundo que te rodeia!


"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente."